Críticas | Lilo, Lilo, Crocodilo

“Lilo, Lilo, Crocodilo” estreia em 2 de novembro nos cinemas brasileiros.

Lyle Lyle Panel
Filme é inspirado em livro homônimo escrito por Bernard Waber. (Foto: Reprodução)

Filmes infantis possuem a singularidade de, muitas vezes, serem divertidos o suficiente para entreter as crianças (seu principal público) e ter sutilezas o suficiente para fazer o público adulto captar mensagens para serem retransmitidas.

Baseado na série de livros homônima escrita por Bernard Waber, Lilo, Lilo, Crocodilo conta a história do réptil antropomórfico que não fala, mas canta (na versão original, o personagem é dublado pelo cantor canadense Shawn Mendes). Achado em uma loja de animais exóticos pelo performer Hector Valenti (Javier Bardem), o crocodilo começa a ensaiar para fazer sua estreia nos palcos, porém descobre que tem medo do público. Valenti deixa-o na Casa 88 para ganhar dinheiro – e pagar suas dívidas.

Dezoito meses depois, a Casa 88 começa a ser habitada pela família Primm. O jovem Josh (Winslow Fegley) está sofrendo com bullying e a mudança de escola, e encontra, sem querer, o crocodilo no sótão. Juntos, logo começam a se aventurar pelas ruas de Nova Iorque. A Sra. Primm (Constace Wu), escritora de livros de receita, precisa se reencontrar como mãe de Josh após a mudança, e se sente mais leve após o encontro com o réptil. Por fim, Sr. Primm (Scoot McNairy) precisa se afirmar como professor em uma escola particular e compreende o poder de Lilo em sua família.

Com músicas upbeats, Lilo, Lilo, Crocodilo se mostra aquele projeto com uma alma tão particular, que nos 106 minutos de filme, a suspensão da realidade é essencial para se apaixonar pelo personagem cantor. A necessidade de superar medos faz a narrativa ser universal e de fácil entendimento para o público-alvo, além de transformar mensagens recicladas em longas-metragens do gênero.

No fim, Lilo, Lilo, Crocodilo é um filme sobre aceitação de si mesmo, um empoderamento pessoal e sobre amizade que constrói caráter. O longa-metragem se destaca para além da música, do visual colorido e da homenagem ao trabalho de Waber, é uma melodia que abraça a mensagem e o escapismo.

Lilo, Lilo, Crocodilo estreia em 2 de novembro nos cinemas brasileiros.

<strong>Nota:</strong>

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