Críticas | Bob Marley – One Love

“Bob Marley – One Love” estreia em 12 de fevereiro nos cinemas brasileiros.

Críticas Bob Marley - One Love
Kingsley Ben-Adir interpreta Bob Marley no filme. (Foto: Reprodução)

Poucas personalidades são tão emblemáticas, que transcendem indústrias que estavam inseridos. Uma dessas pessoas é Bob Marley, um dos pioneiros da música reggaeque conquistou o mundo com sua filosofia de amor, paz e união, seguindo os princípios da religião rastafári. Com canções que embalam o mundo contemporâneo, Marley se tornou a própria mensagem do que desejou falar em suas músicas.

Bob Marley – One Love, cinebiografia do cantor jamaicano, busca tratar de momentos que marcaram a trajetória dele no fim da década de 1970. Com a ascensão de conflitos internos, Bob Marley (Kingsley Ben-Adir) deseja unificar o país da América Central com um show gratuito. Ao sofrer um atentado, precisa se exilar em Londres, onde começa a trabalhar em seu álbum “Exodus”, de 1977, e, durante uma série de concertos pela Europa, descobre o câncer maligno que o vitimou em maio de 1981.

Apesar do sentimentalismo, o filme não desenvolve todo o potencial com cenas deflashback que não acrescentam muito na trajetória de Bob e Rita Marley (Lashana Lynch), mesmo que tentem mostrar o amor entre eles. Além disso, a repetição de um momento perde sua potência se poucos sabem da personalidade do cantor jamaicano, incluindo momentos que contribuem para a narrativa que deseja ser apresentada.

Escrito por Reinaldo Marcus Green (que também dirige o longa-metragem) ao lado de Terence Winter, Frank E. Flowers e Zach Baylin, Bob Marley: One Love não entrega tudo que promete por sua estrutura narrativa. Mesmo que Ben-Adir e Lynch entreguem ótimas atuações, esses problemas no roteiro enfraquecem a própria história, que sobreviveria muito mais apenas centrada entre os anos de 1976 e 1979, sem as inserções deflashbacks ou visões, sonhos.

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Ao longo dos 120 minutos, o longa-metragem mostra ótimos momentos da composição musical, do processo criativo de Marley. Esses são os momentos que o filme brilha, com Ben-Adir mostrando um carinho especial por como o processo foi realizado ao lado de Ziggy Marley.

No fim, por mais vulnerável que o filme tente ser, Bob Marley – One Love perde a oportunidade de ganhar dimensões para além do fator magnético que o cantor possuia nos palcos. Os problemas na construção do roteiro fazem com que o longa-metragem perca forças para contar sua história e mostrar os lados mais frágeis do cantor, incluindo até mesmo explicações sobre as decisões sobre sua saúde.

Bob Marley – One Loveestreia em 12 de fevereiro nos cinemas brasileiros.

Nota:

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  • Ana Guedes

    Adoradora de spoilers e informações desnecessárias.

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