Críticas | Transformers: O Despertar das Feras

“Transformers: O Despertar das Feras” estreia em 8 de junho nos cinemas brasileiros.

Críticas Transformers: O Despertar das Feras
“Transformers: O Despertar das Feras” é o sétimo filme da franquia nos cinemas. (Foto: Reprodução)

Reinventar franquias é complicado. Além de precisar agradar à audiência existente e atrair um novo público, trazer novos aspectos das histórias precisam lidar também com mitologia e saber onde personagens podem caminhar.

Em seu sétimo filme, Transformers busca reestabelecer uma nova leva de robôs alienígenas, dessa vez inspirados no arco de Beast Wars, exibido em 1996 na série animada do Cartoon Network. Atuando tanto quanto sequência de Bumblebee (2018) e prelúdio do filme que iniciou a franquia nos cinemas, em 2008, Tranformers: O Despertar das Feras é sobre Maximals, Autobots e Terrocons e pouco sobre heróis humanos improváveis – e com pouquíssima conexão com a audiência.

Dirigido por Steven Caple Jr., Transformers: O Despertar das Feras possui cenas de embates construídas da maneira que fãs adoram, com o adendo de Maximals e Terrocons que tenta eletrizar e engajar a audiência. Entretanto, nem mesmo com a suspensão de descrença é capaz de fazer algo positivo para um roteiro confuso e preguiçoso em alguns momentos.

As personagens humanas também não trazem carisma ao enredo. Anthony Ramos interpreta Noah Diaz, que busca um emprego para ajudar nas contas médicas do irmão mais novo, e o personagem é apenas cansativo. Dominique Fishback interpreta Elena Wallace, uma pesquisadora de artefatos de um Museu que acaba envolvida nessa missão global após a curiosidade atiçá-la, e talvez seja o único ponto positivo do filme, mesmo sem ter um final conclusivo como o protagonista masculino.

Se Bumblebee conquistou por seu amor aos filmes hollywoodiano, os outros Autobots buscam cair nas graças do público de forma forçada através do roteiro. Optimus Prime, por exemplo, está em um caminho de redenção em boa parte doas 127 minutos, mas não convence em nenhum momento. Já os Maximals também não são carismáticos como talvez seja a intenção.

Mesmo uma ótima seleção de canções da década de 1990, nada parece orgânico dentro de Transformers: O Despertar das Feras. Cenas de lutas bem realizadas através de efeitos visuais – e que parecem acontecer a cada 10 minutos, criando o cansaço para o embate (teoricamente) final entre os robôs, principalmente quando tentam emplacar momentos emocionais que sabemos que vão impactar minimamente dentro do enredo. O final mostra que vão expandir a franquia (como e para quê são as grandes questões).

No fim, Tranformers: O Despertar das Feras tem o potencial de agradar à audiência fiel dos projetos dirigidos por Michael Bay. É refrescante não tem uma hipersexualidade do corpo feminino, com Elena atuando como principal cérebro de toda operação, mas ainda é apenas mais um longa-metragem que esquece talvez de abraçar novos públicos e que cenas de luta em localizações quase inóspitas não sustentam um grande enredo – e nem a atenção.

Transformers: O Despertar das Feras estreia em 8 de junho nos cinemas brasileiros.

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