Críticas | O Gatola da Cartola
“O Gatola da Cartola” estreia em 5 de novembro nos cinemas brasileiros.

Com mais de 60 livros, Dr. Seuss é um dos nomes mais proeminentes da literatura infantil dos Estados Unidos. Traduzido para mais de 20 idiomas, vendeu mais de 600 milhões de cópias mundialmente. E engana-se quem pensa que seus personagens não chegaram ao Brasil.
Horton e o Mundo dos Quem chegou em 2008 e O Lórax: Em Busca da Trúfula Perdida (com Zac Efron e Taylor Swift na dublagem original) fez sua estreia nos cinemas em 2012. Porém, é inegável que seu personagem mais conhecido é O Grinch, que ganhou diferentes versões (incluindo no filme de 2000 e dublado por Benedict Cumberbatch em 2018).
Outro personagem conhecido é O Gatola da Cartola, cujo filme live-action ganhou o título de O Gato em 2003 (com Mike Myers interpretando o personagem). O longa-metragem não foi bem recebido pela crítica ou pelo público, sendo nomeado até mesmo ao Framboesa de Ouro. Então, não é de se surpreender que o personagem ganhasse uma nova versão neste século – e ele entrega algo digno dos trabalhos de Dr. Seuss.
Baseado no personagem cuja primeira aparição aconteceu em 1957, O Gatola da Cartola (The Cat in the Hat) acompanha o personagem-título em sua última tentativa de se provar para seu chefe e manter seu emprego. Ele precisa alegrar dois irmãos que estão enfrentando dificuldades com a mudança para uma nova cidade.
Dirigido por Erica Rivinoja e Alessandro Carloni, o longa-metragem animado traz uma aventura vibrante para o público. Com uma celebração do trabalho de Dr. Seuss, o filme abraça as cores saturadas e uma rapidez que condiz com as dinâmicas atuais. Além disso, a narrativa é bem desenhada para que o público infantil acompanhe e os adultos consigam retormar a sentimentos da infância.
O filme consegue mesclar uma mensagem positiva sobre mudanças e a necessidade da imaginação. A relação entre Gabby e Sebastian, os irmãos, é forte, extremamente positiva, com os dois na linha de frente da torcida para serem criativos. Essa exaltação é fundamental para que o público mergulhe na narrativa e entenda como cada criança se comporta, incluindo como Gabby está completamente desmotivada e na pré-adolescência, na fase em que acredita que a mãe não a entende.
Assim, O Gatola da Cartola é vivaz, com um traço que abraça as narrativas de Dr. Seuss. Com uma história simples e dinâmica, o filme é uma celebração da imaginação e que, às vezes, as mudanças são positivas. A maneira como abraça a impulsividade, o desejo do Gatola em fazer seus casos sorrirem, é envolvente, emocionante, elevando a narrativa do que tanto deu errado em 2003 – e finalmente, fazendo jus ao personagem de Seuss.
O Gatola da Cartola estreia em 5 de novembro nos cinemas brasileiros.
