Críticas | Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor
“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” estreia em 10 de setembro nos cinemas brasileiros.

Alguns filmes demoraram para conquistar o público. A forma como muitas vezes os projetos ganham destaque anos, décadas após seus lançamentos, mostra que, por vezes, estão à frente do próprio tempo. E, somado a publicação de uma nova obra literária base, é possível unir a nostalgia, a novidade e o sentimentalismo que vem junto.
Quase 30 anos após o lançamento do primeiro filme, Da Magia à Sedução: feitiço de Amor (Practical Magic 2) retorna a história da família Owens. Após mais uma tragédia, Sally (Sandra Bullock) decidiu buscar uma normalidade sem mágica para ela e suas filhas Antonia (Maisie Williams) e Kylie (Joey King). Porém, sua filha caçula começa a descobrir sobre a maldição da família depois que o namorado Gideon (Xolo Maridueña) sofrer um acidente. Assim, ela vai até a Inglaterra em busca de respostas – o que leva Sally e Gillian (Nicole Kidman) para o país europeu ao encontro do professor Ian Wright (Lee Pace).
Assim como o filme anterior, a narrativa busca trazer sobre a irmadade que sempre permeou a família. A conexão entre as irmãs ao longo de gerações, é fundamental para entendermos como a história é construída, pensada para o público que esperou pela continuação.
Dirigido por Susanne Bier, o longa-metragem explora (durante 130 minutos) a ancestralidade das Owens, uma busca pela quebra da maldição. Assim como no livro de Alice Hoffman, a conexão com a terra na Inglaterra diz muito sobre o que a família passou.
Bullock e Kidman continuam exuberantes como Sally e Gillian. Se em 1998 não foram apreciadas, desta vez estão em momento incrível para retornarem e explorarem a nostalgia do fim do século passado. Dianne Wiest e Stockhard Channing continuam fundamental para a família. Desta vez, são a passagem de bastões que as sobrinhas realmente precisavam.
Williams está apagada, mas é compreensível quando Antonia se desconhece dentro da magia e está a caminho de ser uma neurocirurgiã. King assume o papel que foi de Evan Rachel Wood (já que o livro traz as filhas de Sally em momentos bem mais jovens), mas se concentra em ser o que Gillian sempre foi para Sally.
Pace está charmoso em cena. Ao lado de Bullock, traz um diálogo sobre a perda, o luto, que permeia a personagem, enquanto abraça a magia e suas forças. Mariduena e Solly McLeod são adições interessantes para a construção de Kylie.
Assim, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é um retorno que vale a pena e abraça a mágica como precisamos. Bullock e Kidman são encantadoras, estupendas, com Pace assumindo um papel delicioso e charmoso. A história é simples, eficaz e uma passagem de bastão que não significa continuações, mas conclusões. Em 130 minutos, somos arrebatados pela magia e o romance, porém, com uma forte mensagem sobre a irmandade e a força feminina.
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor estreia em 10 de setembro nos cinemas brasileiros.
