Críticas | Dia D

Dirigido por Steven Spielberg, “Dia D” estreia em 11 de junho nos cinemas brasileiros.

Críticas | Dia D
Foto: Reprodução

Uma pergunta comum quando lidamos com o gênero de ficção científica, é: será que estamos sozinhos neste universo? Longas-metragens como E.T. – O Extraterrestre (1982) buscam trazer um aspecto quase de fantasia, de encantamento com o tema, enquanto Guerra dos Mundos (2005) ou Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) lidam com invasões. E não é coincidência eu ter citado alguns títulos da extensa filmografia de Steven Spielberg ao falar sobre o gênero.

Em Dia D (Disclosure Day, no título em inglês), à medida que uma enorme conspiração governamental é revelada, um rapaz corre contra o tempo para trazer um evento extraordinário à tona. E, assim, mudar a história para sempre: o dia da revelação definitiva dos extraterrestres.

Dirigido por Spielberg, baseado em roteiro de David Koepp, o filme é centrado em Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma meterologista de Kansas City, e em Daniel Kellner, um especialista em cibersegurança. O caminho deles acaba se cruzando de maneira inesperada, que ambos não conseguem explicar sem a ajuda de Hugo Wakefield (Colman Domingo). No caminho deles, ainda está Noah Scalon (Colin Firth), líder de uma corporação ligada à conspiração.

Blunt está fascinante em cena, comandando cada momento. Seja contracenando com Wyatt Russell, O’Connor ou Domingo, sua presença empolgada a cada minuto. O’Connor aparece muito bem como um fio condutor da história, com Eve Hewson também nessa jornada de Kellner. Firth e Domingo são fantásticos, sabendo controlar a narrativa de lados opostos.

Neste retorno de Spielberg aos temas envolvendo extraterrestres, o tema é menos sobre o impacto dessa revelação e mais como iremos responder sobre o assunto. É sobre crenças, fé (e, em dado momento, a frase “eu não quero ser a religião de ninguém” é o que impacta), e se estamos preparados para que essas revelações aconteçam.

A trilha sonora de John Williams é intrigante, tensiona ao longo dos 146 minutos. A música é intrínseca para toda a construção narrativa, mesmo quando está quase em modo silencioso. Já Spielberg ainda conduz ângulos diferentes (e um plano sequência que exalta o fast pace de um notíciário local), que brinca com a própria dimensão da situação aplicada no enredo.

Assim, Dia D é o mais novo acerto de Spielberg após Os Fablemans (2022) e Amor, Sublime Amor (2021). Sua capacidade de trazer histórias envolventes, cativantes, é inegável, e retorna ao blockbuster e alienígenas de forma exuberante. Blunt, O’Connor, Domingo, Firth, Hewson estão incríveis, com papéis determinantes e importantes para a narrativa. Nesta história sobre o comportamento humano, somos arrebatados por intrigas, tensões e personagens em busca da verdade – ou do controle narrativo.

Dia D estreia em 11 de junho nos cinemas brasileiros.

Nota:

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