Críticas | Homem-Aranha: Um Novo Dia

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” estreia em 29 de julho nos cinemas brasileiros.

Críticas | Homem-Aranha: Um Novo Dia
Foto: Reprodução

A Marvel Studios passou uma por reestruturação. Apesar de muitos citarem uma fadiga, decisões equivocadas fizeram o arco recente desmoronar – mesmo que a maioria de seus filmes não sejam tão péssimos quanto acreditam.

Nestes últimos anos, o estúdio decidiu reiniciar algumas franquia com novos projetos. Thor: Amor e Trovão (2022) e Capitão América: Admirável Mundo Novo (2025) são os principais títulos desse reprocesso – com Vingadores: Doutor Destino (previsto para 18 de dezembro de 2026) projetado como um outro reinício e um desejo de obliviação do Arco do Multiverso.

Nesse sentido, o quarto filme protagonizado por Tom Holland deseja ser um recomeço para o personagem – e trazer elementos com menos impactos a toda franquia, e mais presente no que Peter representa.

Em Homem-Aranha: Um Novo Dia, acompanhamos Peter Parker (Tom Holland) quatro anos após o feitiço que apagou sua identidade para todos – incluindo aqueles que ama. Agora, proteger a cidade de Nova Iorque como o amigão da vizinhança, sem ninguém desconfiar sobre quem realmente é. Porém, começa a passar por transformações em seu DNA metade-humano, metade aracnídeo – e uma nova ameaça caminha pela cidade sem ninguém desconfiar.

Dirigido por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), e com roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers, o filme traz influÊncias do arco dos quadrinhos que mudou o status-quo do personagem. O longa-metragem é quase um estudo sobre o início da vida adulta e essas mudanças que acontecem ao nosso redor. Essas mudanças são combatentes dentro de Peter, que ainda lida com seus traumas, perdas, e que precisa compreender que seus amigos não continuam os mesmos.

Cretton sabe realizar as cenas de luta. Se em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, o diretor soube utilizar as artes marciais como ponto focal dentro dessas coreografias, dessa vez consegue ministrar algo que seja confortável para Holland (que vem do teatro, por exemplo) e até para os vilões durante os 145 minutos.

O roteiro parece ter a influência de Holland, de forma discreta. Após três longas-metragens que se envolviam com elementos muito mais fantásticos do MCU (e que foram utilizados nos momentos importantes, mesmo que opinião tenham mudado), agora está mais equilibrado – e ainda atiça a curiosidade sobre o que o futuro reserva.

Holland, aliás, está mais maduro neste longa-metragem, deixando uma marca importante (e talvez adquirida nos sets de A Odisseia). O ator se projeta como um protagonista muito mais acertivo, com intuições mais fortes e sem precisar de mentores. Zendaya continua com uma MJ que desafia Peter e que a única capaz de centralizá-lo. Existem diálogos entre as personagens que são um soco no estômogo para fãs do casal, mas fundamental apra ajudá-los a se desenvolveram na vida adulta.

A presença de Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Frank Castle/Justiceiro (Jon Bernthal) é comedida. São utilizados como uma maneira de, novamente, trazer o amigão da vizinhaça para o chão, sem perder a conexão com Vingadores e outros grupos. E, no meio disso tudo, tem uma surpresa muito bem guardada pelos estúdios.

Uma revelação é Sadie Sink. Sua personagem misteriosa é uma boa catalisadora para os momentos mais emocionais do filme, e garante um futuro que, se Kevin Feige e amigos não mudarem de ideia, será proposto para após 2027. E, além disso tudo, sua dinâmica com Peter é quase uma inversão do que vimos anteriormente com o Aranha.

Assim, Homem-Aranha: Um Novo Dia é um bom “novo” início para a franquia liderada por Holland. É sobre deixar a adolescência para trás e aceitar mudanças da vida adulta. Cretton acerta em muitos momentos, sabendo que tem um dos personagens mais adorados dos público em mãos, com um roteiro que soube equilibrar o emocional com uma instagação sobre o futuro. Holland está mais maduro, com uma aura de liderença enxergável dos quadrinhos e Cretton aprecia essa nova roupagem do personagem – e o que ele poderá entregar no futuro.

Homem-Aranha: Um Novo Dia estreia em 29 de julho nos cinemas brasileiros.

Nota:

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