Críticas | Todo Mundo em Pânico
“Todo Mundo em Pânico” estreia em 4 de junho nos cinemas brasileiros.

Apesar de serem quase uma instituição no cinema, os filmes paródias live-action estão quase em desuso. Em 2025, Corra que a Polícia Vem Aí revitalizou parte do que conhecemos desse gênero no live-action, sabendo onde se encaixa nessa onde de nostalgia, com personagens novos, mas com ligações ao passado – e nem escondendo alguns dos problemas dos antigos.
No início dos anos 2000, a franquia Todo Mundo em Pânico se tornou um dos filmes exibidos de forma recorrente nas programações da TV aberta brasileira. Sua engenhosidade em parodiar o gênero de horror (um dos favoritos dos brasileiros), transformou os primeiros filmes em uma sensação cultuada.
Treze anos após o último filme da franquia (que não contou com nenhum nome dos originais), Todo Mundo em Pânico chega para reconquistar seu espaço em um cenário cheio de continuações e acenos à nostalgia. Com referências ao enredo de Pânico (2022), o longa-metragem traz Cindy (Anna Faris), Brenda (Regina Hall), Shorty (Marlon Wayans) e Ray (Shawn Wayans) se reecontrando quando o assassino mascarado que encontraram há 26 anos, retorna e ameaça uma nova geração.
Pegando o embalo de produções recentes, como Pânico e Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025), o filme busca referências para contar sua história da maneira mais exagerada possível. Ainda é possível encontrar detalhes sobre A Hora do Mal (2025), Megan (2022), A Substância (2024), além da franquia Terrifer e diversos personagens mascarados. São detalhes que funcionam na maioria das cenas e caçoar desse boom envolvendo o gênero de terror.
Dirigido por Michael Tiddes, o longa-metragem também é uma celebração da família Wayans (cocriadores dos personagens). Sejam em outras referências da própria filmografia (uma delas será celebrada no Brasil), o longa-metragem quer rir de si e do que já participaram. Farris e Hall também retornam de forma triunfal, com uma dose extra de ríducularização.
O texto permite se divertirem com situações contemporâneas e como mostrando o absurdo dos acontecimentos durante os 96 minutos. A participação na cena inicial é fantástica, que dá muito bem qual será os rumos do filme, e um momento se torna brilhante com uma pitada envolvendo um dos projetos mais celebrados do ano passado (e incluí momentos musicais).
Assim, Todo Mundo em Pânico mergulha no que o está envolvendo Hollywood nos último anos – e gosta de brincar com o absurdo. Com referências voltadas para produções de horror celebradas pelo público nos últimos anos e da própria filmografia da família Wayans, o longa-metragem se diverte e caçoa de tudo que estreou após o Todo Mundo em Pânico 2 (2001). O filme sabe onde (e quem) quer atingir e qual o seu espaço neste cenário demasiadamente nostálgico envolvendo Hollywood.
Todo Mundo em Pânico estreia em 4 de junho nos cinemas brasileiros.