Críticas | Supergirl

“Supergirl” estreia em 25 de junho nos cinemas brasileiros.

Críticas | Supergirl
Milly Alcock é a protagonista do filme. (Foto: Reprodução)

Quando James Gunn e Peter Safran assumiram a posição de CEOs da DC Studios em janeiro de 2023, aos principais projetos anunciados circularam nessa mítica de deuses que andam com homens. Obviamente, o principal destaque estava em Superman (que estreou em julho de 2025) e sua prima.

No mesmo ano de 2023, já estava confirmado que o longa-metragem sobre Kara Zor-El seria inspirada no arco Mulher do Amanhã, escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Bilquis Evely (que ganhou indicação ao prêmio Eisner). Com uma história mais densa, a narrativa explora essa orgem mais complexa e diferenciada que encontramos envolvendo a kryptoniana.

Em Supergirl, acompanhamos uma jornada em busca de vingança. Kara Zor-El (Milly Alcock) está celebrando 23 anos e encontra a jovem Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), uma garota devastada por uma tragédia familiar. Juntas, acabam viajando por diversos planetas em uma corrida contra o tempo para enfrentar Krem dos Montes Amarelos (Matthias Schoenaerts).

Dirigido por Craig Gillspie (Eu, Tonya; Cruella), baseado no roteiro de Ana Nogueira (que apareceu como atriz em séries como The Vampire Diaries e Hightown, e é um dos principais nomes dessa fase da DC nos cinemas), o longa-metragem é uma história simples que traça paralelos envolvendo as duas garotas. A parceria entre elas é um ótimo condutor para o enredo, e como traçam paralelos sobre suas trajetórias (ou possibilidades).

Alcock carrega muito bem o protagonismo. A atriz australiana interpreta uma Kara Zor-El muito mais machucada que versões recentes envolvendo a personagem. Aqui, ela deseja ao máximo proteger a inocência de Ruthye, sem condenar os sentimentos da garota após o trauma. É um diálogo sobre assumir o protagonismo e o que o manto significa dentro da sua própria história.

A introdução de Lobo (Jason Momoa) é quase um easter egg do que King planejava originalmente para o arco nos quadrinhos. O personagem funciona como um aliado improvável envolvendo inimigos em comum (no caso, Bandoleiros), mas ainda é cruel, sem pudores e brutal.

Entretanto, é um pequeno declínio trazer Krem dos Montes Amarelos como vilão após Lex Luthor (Nicholas Hoult). Ele é um propagador do enredo, mas falta um antagonismo exacerbado neste personagem que leva o caos. Isso não é, necessariamente, um demérito, mas um problema comum dentro da própria DC quando o assunto são vilões extremamente icônicos e sempre precisam de algum que ultrapasse os limites.

A trilha sonora continua potente dentro dos projetos da DC Studios recentes. É uma mescla interessante de gêneros e décadas, que estão sempre integrados a narrativa principal. A composição de Claudia Sarne também eleva parte das cenas de luta, sem medo de crescer conforme o enredo se propõe.

Destaque também para as cenas envolvendo o espaço. Em uma mistura interessante entre Star Wars e Mad Max, encontramos diferentes cenários, com Gillespie trazendo algo envolvente dentro dessas circunstâncias. Apesar de não ser revolucionário, é algo novo para o que conhecemos do estúdio nos últimos vinte anos.

Assim, Supergirl é sobre a ascensão da heroína de Krypton e uma aproximação com seu manto. Alcock está confiante neste papel, sabendo dosar o cinismo nesta versão mais machucada e ser uma figura fraterna para Ruthye. Em um ritmo mais quebrado, o longa-metragem de 108 minutos se concentra em quase um introdução a uma origem, em como a personagem poderá ser importante na sequência dos filmes da DC Studios.

Supergirl estreia em 25 de junho nos cinemas brasileiros.

Nota:

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