Críticas | Elle: Legalmente Loira – 1ª temporada
A primeira temporada de “Elle: Legalmente Loira” estreia em 1º de julho no catálogo do Prime Video.

Em 2001, fomos agraciados com uma jovem loira, amante da cor rosa, que entra para a universidade de Havard e desafia todos os esteriótipos que a envolvam. Elle Woods conquistou o mundo quando, ao buscar recuperar um namorado, acabou se transformando em um símbolo que, anos depois, a levaria até a capital dos EUA – e mostrando que ninguém deveria ser subestimado. Seja seus diálogos sobre as regras básicas de um permanente, como conquistar o crush ou a maneira como conquistar novos amigos.
Prequel dos filmes Legalmente Loira, Elle: Legalmente Loira explora os anos adolescentes de Elle Woods (vivida pela jovem Lexi Minetree). Após o pai mudar de emprego, a adolescente deixa a ensolarada Los Angeles pela nublada Seattle, onde precisará se adaptar a uma nova realidade.
O seriado se concentra arduamente em mostrar o início da personagem, e como, por trás do seu exterior “raso”, Elle sempre se importou com algumas causas. São sutilezas como o vegetarianismo, adoção animal e sua constante empatia. Durante os oito episódios, há a discrepância entre a ensolarada atitude da protagonista com exteriores mais nublados (e cheios de essência do grunge) de seus colegas.
Muitas das situações se assemelham ao que assistidos nos filmes de 2001 e 2003, com provações apenas reconfiguradas para o ambiente estudantil adolescente. Uma festa com um dress code não confirmado, uma injustiça que atiça a curiosidade da protagonista e com algum insight fashion que mostra os verdadeiros culpados. São detalhes que conectam imediatamente o público com o que conhecemos futuramente.
Lexi consegue trazer sua própria versão de Elle Woods, enquanto começa a buscar maneirismos idênticos ao de Reese Witherspoon. A familiaridade da personagem é o grande triunfo, e só precisamos nos preocupar quais as próximas aventuras dela neste cenário nebuloso. Ao lado de June Diane Raphael e Tom Everett Scott, que interpretam seus pais, consegue ser uma versão bem mais exuberante. Diane, aliás, é uma força irreverente, sabendo mesclar a maternidade, a feminilidade, e o cômico de forma maestral.
Seus colegas, na maioria da vezes, são interessantes e são o constrate com suas amizades de Los Angeles. Porém, algumas delas não possuem qualquer desenvolvimento emocional, e outras parece apenas um empecilho e determiandor de “morais e costumes”. É importante ressaltar, também, que este é o último projeto televisivo de James Van Der Beek, que faleceu em fevereiro deste ano. O breve arco de seu personagem é finalizado, mesmo que tenha ramificações para a segunda temporada.
A trilha sonora é um dos principais destaques. Inteligente, sabe exaltar ambas as localidades e celebrar a última década do século XX. São canções como “I’m Just a Girl”, “I’m Only Happy When It Rains”, “Two Princes” e, obviamente, músicas da banda Nirvana.
Assim, a primeira temporada de Elle: Legalmente Loira é uma reintrodução sobre a personagem, trazendo aqueles que ajudaram a moldar o que conhecemos no filme de 2001. É inteligente ao tirá-la de Los Angeles, da “futilidade”, e colocá-la em um cenário contrastante que incentiva sua trajetória na advocacia. Lexi é um triunfo e está confortável na personagem, enquanto lida com as pressões sociais da adolescência. No fim, é uma produção simples, envolta na nostalgia e na estampa xadrez.
A primeira temporada de Elle: Legalmente Loira estreia em 1º de julho no catálogo do Prime Video.