Críticas | One Piece – 2ª temporada
A segunda temporada da versão live-action de “One Piece” estreia em 10 de março no catálogo da Netflix.

Quando algo é admirado por muitos há anos, desde o século passado e em várias mídias, adaptá-lo em uma versão live-action se torna peculiar e com expectativas altas. Porém, quando se prova um sucesso e algo carimbado pelo próprio criador do mangá e do anime, os novos episódios conseguem ser mais tranquilos, se divertirem mais nos cenários exuberantes e aventuras incríveis.
Nesta segunda temporada da versão live-action de One Piece, acompanhamos a tripulação de Chapéus de Palha rumo à Grand Line. São cinco arcos completos, começando com Longuetown, chegando à Reverse Mountain (onde Laboon faz sua grande estreia), passando por Whisky Peak, Little Garden e Drum Island – e iniciando o caminho até Alabasta.
Os oito episódios focam muito no amadurecimento da tripulação e em como se fortalecem em seus relacionamentos fraternais. Iñaki Godoy continuam a brilhar como Monkey D. Luffy, lidanco com a inocência e a ira que o aflinge quando estão próximos de machucar sua quipe. Emily Rudd, Mackenyu, Taz Sklyar e Jacob Romero Gibson também estão mais seguros nos papéis, e sabem explorar o que é determinado por seus personagens – e ganhando novos desafios ao longo da temporada.
A introdução de Baroque Works é eletrizante e, mesmo aqueles que não acompanham o mangá ou anime, conseguem entender o poder da organização. Quando Mr. 0 (vivido por Joe Manganiello) aparece nas sombras, se torna logo daqueles vilões clássicos que mostram a razão de antagonizaram protagonistas. Cada membro do Baroque Works ganha destaque e deixa evidente que são aqueles que mais desafiam a tripulação com habilidades únicas e que fazem ajudam nessa concepção de trabalho em equipe.
Smoker (Callum Kerr) e Tashigi (Julia Rehwald) também são ótimos adversários para os Chapéus de Palha, acrescentando à Marinha e a busca incansável por piratas. Talvez só percam para Tony Tony Chopper (dublado por Mikaela Hoover na versão original) e sua presença celebrada (e com a própria história de origem). A rena médica é celebrado, abraçado pela tripulação e conquista em seus primeiros momentos.


Os episódios continuam com a influência dos materiais bases para além dos arcos e as vestimentas. É a maneira como são realizadas as cenas de lutas, como cada personagem aperfeiçoando seus estilos. Zoro é o mais desafiado nestes capítulos, com uma das brigas mais interessantes no terceiro episódio – e acrescenta ao sua própria mitologia. Usopp se destaca no arco de Little Garden, com interações para além da tripulação e que ressoa com a audiência.
Assim, a segunda temporada da versão live-action de One Piece continua a ser uma alternativa para aqueles que não desejam assistir mais de mil episódios do anime ou 114 volumes do mangá. A produção é divertida, inteteligente ao condensar os arcos em episódios com média de 60 minutos – e trazer os principais elementos para um audiência diversa. O elenco continua carismático, energético, capaz de enamorar a todos com suas interpretações, e as narrativas que podemos ver na terceira temporada (já confirmada e em produção) se tornam intrigantes e grandiosas para o público.
A segunda temporada da versão live-action de One Piece estreou em 10 de março no catálogo da Netflix.