Críticas | Toy Story 5

“Toy Story 5” estreia em 17 de junho nos cinemas brasileiros.

Toy STory 5 | Críticas
Foto: Reprodução

Franquias se reinventam. Em um cenário qe que a nostalgia se mistura com a atualização para um nova audiência, presenciamos uma comoção sobre narrativas que se conectem com ambas. Desta forma, navegamos cada vez mais em uma corda bamba sobre o que atiça o público – e consegue ajeiar a própria fórmula para agradar a todos.

Sete anos após o morno quarto filme da franquia principal, Toy Story 5 retorna com uma história explorando os efeitos da tecnologia na vida das crianças e, também, se os brinquedos estão ficando obsoletos. Woody e Buzz deixam o protagonismo de lado para dar espaço para Jessie brilhar. A vaqueira ruiva e sua dona mais nova, Bonnie, possuem uma trajetória parecida nesta nova narrativa.

É inegável que Jessie conquistou o mundo quando apareceu pela primeira vez em Toy Story 2 (1999). Sua excitação em ver Woody na coleção de Al, encanta e se torna fundamental para aquele enredo. E, ao mencionar sua história com a antiga dona, Emily, cementou de vez seu espaço entre as personagens favoritos dos fãs da franquia.

O enredo deste longa-metragem retorna um pouco desse sentimento de abandono de Jessie, enquanto também mostra a vaqueira tentando fazer com que Bonnie encontre crianças que a abrace. Com isso, entra em conflito com Lilypad (dublada por Maísa no Brasil), um tablet voltado para crianças e catalisadora de boa parte da narrativa. Ao longo dos 102 minutos, o novo aparelho mostra nuances fundamentais que questionam sobre sua própria utilidade na vida da criança.

Buzz e Woody ganham esse co-protagonismo nessa jornada por Jessie. É adorável vê-los novamente juntos, com situações que lembram os três filmes iniciais. O astronauta do Comando Estelar ainda ganha um subenredo encantador, cheio de ternura.

Mesmo com a canção de Taylor Swift (cujo título é retirado de uma das falas de Jessie no filme de 1999), Randy Newman retorna como compositor principal e sua trilha sonora continua efervecente, singular. Ele é uma das peças fundamentais para fazer a franquia acontecer, ser uma unidade e algo reconhecível.

Assim, Toy Story 5 mostra que a franquia ainda é capaz de se reinventar – mesmo com um quarto filme morno, cheio de boas ideias. O protagonismo de Jessie é bem vindo, celebrado, em uma narrativa que explora a atualidade e a dependência constante de telas desde a infância, questionando sobre tempo de tela e necessidade de brincar (mas sem demonizar a tecnologia, que ainda pode ser importante em fases de crescimento). O longa-metragem é o retorno à nostalgia, enquanto dialóga com as novas gerações, sem deixar de emocionar e abraçar aquilo que faz a franquia tão especial.

Toy Story 5 estreia em 17 de junho nos cinemas brrasileiros

Nota:

"jual paving block model terbaru – estetik & kuat untuk taman & garasi".