Críticas | Bridgerton – 4ª temporada (Volume 2)
O segundo volume de episódios da quarta temporada de “Bridgerton” estreou hoje, 26 de fevereiro, no catálogo da Netflix.

A Netflix encontrou uma maneira de estender seus sucessos e continuar a ganhar visualizações: a divisão da temporada. Aconteceu com a terceira temporada de Bridgerton, com a mais recente de Wandinha e até mesmo Cobra Kai (que ganhou três partes em sua sexta temporada).
A primeira parte da quarta temporada de Bridgeton (que estreou em 29 de janeiro) terminou de maneira que o público sentisse raiva do protagonista. Enquanto Benedict (Luke Thompson) se apaixonava por Sophie (Yerin Ha) sem ter ideia de que ela também era a Dama de Prata. Nesta segunda parte, Benedict e Sophie se entregam à paixão e luxúria – enquanto lutam para conquistar um espaço na sociedade em que possam ficar juntos.
Ha e Thompson possuem uma sinergia magnética em tela. Em todos os momentos em que estão juntos, os atores parecem ascender e ser a história lendária que Hyacinth (Florence Hunt) diz nos livros de Julia Quinn. É um momento fascinante quando Benedict finalmente percebe que sua Dama de Prata misteriosa e a aia são a mesma pessoa.
O retorno de Anthony (Jonathan Bailey) sempre será celebrado. Ainda mais quando ele traz a perspectiva de ser o Visconde, e como algumas ações afetam a família. Seus diálogos com Benedict no sexto episódio mostram o lado mais feroz do segundo filho, e sua determinação em fazer de tudo para ter Sophie – mesmo que arrisque ser pária da sociedade. Poderíamos ter mais cenas entre eles e com Kate (Simone Ashley) e o herdeiro Edmund? Sim, mas sabemos que a produção descarta facilmente algumas peças fundamentais para o que fez Bridgerton o sucesso que se tornou.
Com a morte de John (Victor Alli), o sétimo episódio se torna especial para Francesca (Hannah Dodd). Esse apoio familiar só seria mais potente com Daphne (Phoebe Dynevor) e suas palavras, já que ela seria um suporte para Francesca que até mesmo Violet (Ruth Gemmell) ou Eloise (Claudia Jessie) conseguiriam. Falando sobre Violet, acho um acerto estrondoso em não deixá-la ligada a Marcus (Daniel Francis) – não por ser contra o romance, mas para que ela se reencontre como pessoa.
Eloise e Hyacinth são a dupla improvável da temporada e trazem o frescor necessário para as interações entre irmãos. Em “lados opostos”, as duas conseguem encontrar um terreno neutro para conviverem. Outra surpresa é o desligamento de Penelope (Nicola Coughlan) como Lady Whistedown – mas, para meu alívio, não perderemos Julie Andrews.
Assim, o segundo volume da quarta temporada de Bridgerton se apoia mais onde é mais forte: nas relações familiares. Ha e Thompson carregam com maestria os capítulos finais, com uma história de amor épica, que desafia a alta sociedade londrina. Seja o reencontro de Benedict com a arte e Sophie descobrindo sobre as mentiras de Araminta (Katie Leung), a temporada se mostrou um deleite e um dos capítulos mais fortes desde dezembro de 2020. Por mais tendenciosa que eu seja (afinal, é o meu livro favorito da série de Quinn), aqui está o retorno para algo que impulsionou o sucesso e um carinho do público.
