Críticas | Ninguém Vai te Salvar

“Ninguém Vai te Salvar” estreou hoje, 22 de setembro, no catálogo do STAR+ no Brasil.

Críticas Ninguém Vai te Salvar
Kaitlyn Dever é a protagonista do filme. (Foto: Reprodução)

Acho fascinante quando alguns filmes ou produções seriadas utilizam poucos diálogos, ou, em alguns casos, amplificam o silêncio. A utilização acontece, principalmente, em produções que envolvem tensões, com momentos que elevam o perigo das personagens em cena. Um exemplo recente é Um Lugar Silencioso (2018), dirigido por John Krasinski e ganhou sequência em 2021, com um prelúdio estrelado por Lupita Nyong’o.

Em Ninguém Vai Te Salvar (No One Will Save You, em seu título original), uma jovem mulher (vivida por Kaitlyn Dever), que está alienada na sua comunidade, irá enfrentar seres extraterrestres que ameaçam seu futuro, enquanto também precisará encarar seu passado.

Dirigido e escrito por Brian Duffield, o filme trabalha a questão de luto e culpa, com Dever entregando algo competente dentro dos 93 minutos. O que começa como algo ordinário, logo se transforma em um pesadelo para a personagem que apenas deseja conseguir sobreviver ao dia. Ela logo vira a única que consegue lutar contra o extraterrestre em sua cidade, já que mesmo que seja imune por ser uma pária.

Entretanto, mesmo que o alienígena vire um pesadelo, existe o problema comum dentro do gênero do suspense/thriller, cuja tensão precisa ser explorada até os últimos minutos. Fazer com que ela enfrente muitas vezes o inimigo, acaba cansando o espectador – mesmo com um nível de tensão elevado e que, a depender do momento que for assistido, poderá levar a sonhos perturbadores.

Um destaque, porém, é a ambientação rural do filme. A comunidade é uma espécie de personagem dentro do longa-metragem, mesmo que não apareçam constantemente nos 93 minutos. Assim como outras produções de ficção científica que exploram seres de outros planetas, é possível ver as relações com símbolos estranhos e situações que desafiem a lógica humana – o que nem sempre acrescenta na narrativa.

No fim, Ninguém Vai te Salvar cria a tensão necessária para explorar o lado ficção científica do enredo. Com uma performance de Dever baseada apenas em respirações e expressões, quase sem diálogos, o longa-metragem deseja ser um novo capítulo para o gênero, mesmo que seja apenas mediano.

Ninguém Vai te Salvar estreou hoje, 22 de setembro, no catálogo do Star+.

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