Críticas | A Superfantástica História do Balão

“A Superfantástica História do Balão” estreia em 12 de julho no catálogo do STAR+.

A Superfantástica história do Balão
Grupo musical Balão Mágico dominou o cenário musical infantil na década de 1980. (Foto: Reprodução)

A década de 1980 foi, no mínimo, caótica no cenário brasileiro. E, nesse período conturbado envolvendo a política, fomos apresentados para um cenário televisivo e musical que colocava, pela primeira vez, em evidência o público infantil – que passou a consumir cada vez mais em um cenário de liberdade restrita.

Ainda durante a Ditadura Militar (1964-1985), a gravadora CBS (subsidiária da Sony Music) buscou crianças para integrar o primeiro grupo infantil do Brasil, que estava ganhando destaque no mundo. Logo no início da década de 1980, a gravadora encontrou em Simony e Tob uma dupla carismática para realizar o projeto, com Mike (após apelo nacional envolvendo o sequestro de seu pai) integrando A Turma do Balão Mágico antes mesmo do lançamento do primeiro álbum.

Em 1984, Jairzinho começa a fazer parte do grupo que, também, ganhou programa infantil de sucesso nas manhãs da TV Globo. E, a partir desse ponto, percebemos o quanto tudo virou uma situação capitalista para alguns dos responsáveis.

A Superfantástica História do Balão pincela, até bem pouco, sobre o caos envolvendo os bastidores do grupo infantil. Mesmo que as crianças não estivessem à inércia sobre os acontecimentos (com Mike com uma memória bizarra), ainda foram blindadas por algumas situações – com suas transformações de crescimento sendo fatores que mostram seu descarte dentro da gravadora.

O documentário mostra como, mesmo que muitos dos pais cuidassem e existissem aqueles que pensassem em fazer que as crianças tivessem o mínimo de normalidade, foram quase sempre deixadas de lado com o passar do tempo – e como um dos executivos quer apenas “lembrar do que foi sucesso” e “daqueles que foram importantes”, quando, de forma curiosa, os outros entrevistados sabem muito sobre esses percalços e como os afetaram durante o período de existência do grupo.

Talvez a série documentária poderia explorar bem mais sobre esses assuntos cuja exploração inexistiu por muito tempo. Entretanto, após mais de 40 anos, é importante que agora os envolvidos (e, principalmente, os mais traumatizados) possam falar sobre o que sentiram durante os seis anos de existência de A Turma do Balão Mágico.

O caos dos anos 1980 é apenas um dos cenários para tentar mostrar o quão perturbador foram alguns dos acontecimentos o grupo. Mesmo sendo percursores de outros atos infantojuvenis (Trem da Alegria, a própria Xuxa, Angélica, Mara Maravilha e Sandy & Junior, que começaram ainda na infância), as ações de bastidores fizeram com que as lembranças fossem nebulosas para eles, enquanto encantavam crianças – e lotavam estádios – pelo país.

A série documental A Superfantástica História do Balão estreia em 12 de julho no catálogo do STAR+.

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