Críticas | O Mandaloriano e Grogu

“O Mandaloriano e Grogu” estreia em 21 de maio nos cinemas brasileiros.

O Mandaloriano E Grogu | Críticas
Foto: Reprodução

A franquia Star Wars está retornando aos cinemas. Após sete anos desde o lançamento de Star Wars: Capítulo IX – A Ascensão Skywalker (2019), essas histórias voltam para o público nas telonas – mesmo que tenham continuado de diversas formas em seriados do Disney+ (e que revitalizaram a franquia, mesmo que parte da audiência se recuse a lembrar disso).

Idealizado originalmente como a quarta temporada de The Mandalorian (2019-2023) para a plataforma de streaming, o novo filme promete trazer uma aventura inédita. Com todos os elementos reconhecidos da franquia de Guerra nas Estrelas, o longa-metragem possui suas próprias características (e terá, no mínimo, opiniões divididas sobre como ganhou forma).

Em O Mandalorian e Grogu, Din Djarin (Pedro Pascal) e seu aprendiz Grogu, são recrutados pela Nova República para caçarem Senhores de Guerra que desejam o retorno do Império. Com retornos de Hutts e uma nova líder dos Rangers Adelphi, o enredo se concentra em resgate improvável e na solidificação do elo entre Din e Grogu.

Dirigido por Jon Favreau, o filme é um projeto peculiar. O longa-metragem possui uma forma seriada em sua narrativa. Somos capazes de perceber cada arco episódico e quais eram os planos gerais para a temporada – e isso fica na linha tênue entre agradável e problemático.

Favreau tem esmero com a história idealizada por ele, Dave Filoni (atual presidente e CCO da Lucasfilm) e Noah Kloor. O diretor gosta da cultura popular, como esses personagens se comportam com o público e ganham destaque no imaginário.

Em 132 minutos, temos todas as sequências que atraem a audiência de Star Wars, com explosões, caçadas aéreas com X-Wings e criaturas fofas para além de Grogu. Entretanto, por vezes falta um toque mais especial, algo que se destaque – e isso é uma percepção minha sobre como esses arcos parecem episódicos, e não contínuo. Diminui o feito alcançado por Favreau e Filoni nestes últimos anos? Não, apenas uma falta de gás, frescor na franquia (que passou anos refém de uma única história e ainda caminha de pernas bambas nessas novas narrativas).

Talvez o timing não seja o melhor – mesmo com pouco mais de três anos desde a última vez que vimos esses personagens. Na minha visão, ainda precisamos ver um crescimento de Grogu, algo mais rápido para descobrirmos todo o seu poder – mesmo que continue fofo e roubando a cena.

A trilha sonora de Ludwig Göransson (responsável pela série do Disney+ e que recebeu, recentemente, seu terceiro Oscar por Pecadores) é potente, eletrizante e fascinante. O sueco compreende cada nuance da história, mesclando algo tão reconhecido na condução de John Williams e sua própria identidade.

Assim, O Mandaloriano e Grogu é o retorno da franquia Star Wars aos cinemas em sete anos, com uma história que se concentra em personagens conhecidos – mas que não precisam existir ao redor dos Skywalkers. O elo entre Din e Grogu continua a ser o grande destaque, o triunfo dessa história iniciada em 2019, estabelecendo de vez suas histórias neste universo e para onde podem caminhar. Mesmo com uma narrativa instável, continua algo atrativo para o público e se torna um retorno essencial da franquia nos cinemas.

O Mandaloriano e Grogu estreia em 21 de maio nos cinemas brasileiros.

Nota:

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