Críticas | Na Zona Cinzenta

Dirigido por Guy Ritchie, “Na Zona Cinzenta” estreia em 14 de maio nos cinemas brasileiros.

Críticas | Na Zona Cinzenta
Jake Gyllenhaal e Henry Cavill estão no elenco do filme. (Foto: Reprodução)

Filmes de ação são complicados. Manter a atenção da audiência requeralguns artíficios que nem sempre funcionam – e precisam para o engajamento do enredo. E, mesmo que tenham diretores e roteiristas acostumados a traçar esses arcos, há aqueles projetos que parecem tudo dar errado.

Dirigido por Guy Ritchie, Na Zona Cinzenta (In the Grey, no título original) acompanha um time de elite de agentes que atuam para recuperarem uma fortuna roubada por um tirano cruel. Gravado em 2023, o filme foi adiado diversas vezes até chegar nesta semana nos cinemas.

Com Jake Gyllenhaal, Henry Cavill e Eiza González nos papéis principais, o filme tenta explorar uma linha tênue entre o “moral e imoral”. Entretanto, falha ao ser redundante e com as ações principais desperdiçadas durantes 98 minutos. Rosamund Pike é uma mera participação especial quando poderia ser uma das antagonistas perfeita para o trio, e Carlos Bardem é uma caricatura sem grandes diálogos.

Talvez o principal ponto positivo é a dinâmica de Gyllenhaal e Cavill. Eles se complementam em cena, juntando algumas forças para o enredo simplório funcionar. O problema, porém, é que passamos boa parte dos arcos presos em explicações e não ações.

Assim, Na Zona Cinzenta não sabe explorar seus pontos mais fortes, preso em um enredo de explicações e poucas ações. Ritchie se desdobra para fazer o filme acontecer, ser excitante, mas permanece em uma lineareade brochante. Mesmo com um elenco interessante, são desperdiçados neste enredo que tenta abraçar tudo que é possível em longas-metragens de ação, sem eficácia.

Na Zona Cinzenta estreia em 14 de maio nos cinemas brasileiros.

Nota:
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