Críticas | O Diário de Pilar na Amazônia
“O Diário de Pilar na Amazônia” estreia em 15 de janeiro nos cinemas brasileiros.

Histórias infantis possuem o diferencial de, por vezes, ser algo educativa. Ensinar de maneira direta ou de forma lúdica, é o fio condutor para que a narrativa seja construída. Quando trabalhada em diferentes meios, se conecta de outras maneiras com sua audiência principal.
Baseado na série literária escrita por Flávia Lins e Silva, O Diário de Pilar na Amazônia introduz uma nova versão da personagem – que já ganhou produção animada. Nessa aventura, a jovem Pilar (Lina Flor) viaja até a Amazônia através da sua rede mágica para ajudar Maiara (Sophia Atalíde), uma garota ribeirinha que teve sua comunidade destruída por garimpeiros. Com a ajuda de amigos do folclore brasileiro, ela parte em missão para reencontrar a família de Maiara e impedir o avanço do desmatamento.
Dirigido pela dupla Rodrigo van Put e Eduardo Vaisman, o longa-metragem buscar trazer de maneira lúdica a importância do pulmão do mundo. Ao explorar personagens folclóricos, mergulha na cultura brasileira para costurar a narrativa e contar sobre esses contos e o lugar tão encantador.
O núcleo de vilões (com Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva e Babu Santana) é extremamente cômico ao mesmo tempo que aterroriza nas visões infantis. O roteiro (que conta com a assinatura de Lins e Silva, além de João Costa van Hombeeck) enraíza fortemente essa linha entre vilões e mocinhos para ser bem direto na mensagem que deseja passar para os pequenos.
Em pouco mais de 92 minutos, o longa-metragem consegue destrinchar de maneira didática as situações. Com a presença de Breno (Miguel Soares), marca uma conexão entre a vida da cidade cheia de tecnologia, enquanto Biri (Thúlio Naab) funciona como guia pela Floresta e uma ligação sobre não saber do paradeiro de um pai. Maiara, por sua vez, é esse elo profundo com as lendas que rondam as árvores e o que a leva nesta viagem.
Assim, O Diário de Pilar na Amazônia é um pequeno passo para aventuras maiores da personagem nas telonas. O longa-metragem é eficaz em falar sobre a cultura brasileira, uma celebração de povos originários – mesmo que flerte com questões bem mais complicadas na visão cinematográfica. Essa exaltação funciona por ser algo encantador em tela que transmite a mensagem necessária – pavimentando o futuro para chegar novos projetos na telona.
O Diário de Pilar na Amazônia estreia oficialmente em 15 de janeiro de 2026 nos cinemas.