Críticas | Planeta dos Macacos: O Reinado

“Planeta dos Macacos: O Reinado” estreia em 9 de maio nos cinemas brasileiros.

Críticas Planeta dos Macacos: O Reinado
“Planeta dos Macacos: O Reinado” é dirigido por Wes Ball. (Foto: Reprodução)

Presenciamos hoje, em Hollywood, uma revitalização de franquias – seja com novos longas-metragens e expansões para outros meios, ou sequências que tentem homenagear o produto original. Somente de forma recente, podemos citar os casos de Star Wars, Pânico e o universo dos Monstros. Obviamente, temos erros e acertos com essas produções, e como se tornaram um sintoma de coo a indústria (e o público muitas vezes) se apoia na nostalgia para acompanhar as narrativas.

Isso não seria diferente com Planeta dos Macacos. Inspirado no livro de Pierre Bouile, o primeiro filme chegou aos cinemas originalmente em 1968, com sequências lançadas até 1973 nos cinemas. Em 2001, ocorreu a primeira tentativa de novas histórias nas telonas, com o longa-metragem dirigido por Tim Burton. Entretanto, somente em 2011 aconteceu o tão esperado retorno de sucesso entre público e crítica da franquia.

Quarto filme que explora essa nova versão, Planeta dos Macacos: O Reinado acompanha a história de Noa (Owen Teague) em uma jornada para livrar seu clã de Proximus César (Kevin Durand), que destruiu o legado de César. Ao longo do caminho, o chimpanzé conhece Mae (Freya Allan), humana em sua própria missão para destruir e recuperar o parte do que foi esquecido nos últimos 300 anos.

Reiniciando a franquia, o filme dirigido por Wes Ball se destaca por mostrar logo o que acontecerá nos 145 minutos de duração. O prólogo dá a introdução para aqueles que desconhecem sobre os acontecimentos envolvendo César nos filmes de 2011, 2014 e 2017, enquanto traça sobre o que podemos esperar em um futuro promissor envolvendo suas personagens.

Dentre as possibilidades escolhidas, percebemos o intuito de se aproximar do primeiro filme, lançado em 1968 nos cinemas. Ao mesmo tempo, somos apresentados a apenas um clã de primatas e suas tradições, mostrando que houve uma dispersão de ensinamentos – o que faz de Noa um bom protagonista por seu maravilhamento em algumas cenas, enquanto também se fortalece como líder.

Entretanto, é nítido que, para alguns, será um problema de dinâmica. As cenas de ação são potentes, que prendem quando necessário, mostrando novamente um uso bem elaborado dos atores e como funciona a tecnologia. Porém, a jornada muitas vezes se torna lenta, sendo um extremo completo da agilidade das lutas e suas tensões. Com isso, é capaz de drenar o espectador nessa desproporção de andamento.

Assim, Planeta dos Macacos: O Reinado é o filme que, em sua essência, funciona como uma narrativa sobre sobrevivência – da espécie, de legados, da sua própria existência. O impacto de Noa e Mae na vida de cada um é sentido, e carrega simbolismos maiores que talvez acreditassem que acontecesse. Com isso, o longa-metragem se torna um conto ambicioso sobre esses dois extremos e sobre como se estabeleceram em suas próprias bolhas sociais – e isso será fundamental para o futuro dessa nova fase da franquia.

Planeta dos Macacos: O Reinado estreia em 9 de maio nos cinemas brasileiros.

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