Críticas | O Protetor – Capítulo Final

“O Protetor – Capítulo Final” estreia em 5 de outubro nos cinemas brasileiros.

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Denzel Washington retorna como Robert McCall no filme, (Foto: Reprodução)

Hollywood sabe estabelecer franquias interessantes que alcançam o título de crossmedia em pouco tempo. Tais projetos acabam ganhando sobrevidas em plataformas diferentes para conquistarem públicos diferentes conforme gerações mudam.

Um desses projetos são os filmes O Protetor, inspirado na série televisiva The Equalizer, exibida pela CBS entre 1985 e 1989, e ganhou nova versão na emissora estadunidense em 2021 (com Queen Latifah no papel principal, e uma das principais audiências da CBS atualmente). Com a mistura clássica de ação e espionagem, a franquia soube se reinventar para públicos diferentes, que vão consumir e aproveitar seus conteúdos de forma diferenciada. O retorno aos cinemas é isso de forma básica e eficiente, mostrando que nem é necessário muitos enredos mirabolantes para que a construção narrativa conecte com aqueles que deseja assistir ao longa-metragem.

O Protetor – Capítulo Final está, novamente, mostrando Robert McCall (Denzel Wahsington) saindo de sua aposentadoria para enfrentar aqueles que ameaçam sua reclusão. Desta vez, McCall está na Itália, onde descobre uma operação clandestina em um vinhedo envolvendo misturas de drogas ilícitas e uma gangue local. McCall, após entrar em choque depois de levar um tiro, acaba em uma cidade da costa Amalfi, onde recebe tratamento de médico local e acaba se familiarizando com a comunidade. Entretanto, faz comunicação com uma agente da CIA para informar sobre as transações das drogas e a conexão com a gangue local.

A ação sempre é algo central na franquia, com Washington essencial para conseguir uma conexão com o público. Dakota Fanning retorna para as telonas ao fazer uma possível transição entre o passado e o futuro dos filmes nos cinemas – o que, atualmente, é sempre essencial para estúdios. O elenco italiano é carismático, e os cenários proporcionam a tranquilidade definitiva para McCall – mesmo que precise, antes, lutar com gangue internacional que aterroriza toda a região.

Por ter quase 110 minutos, O Protetor – Capítulo Final sabe que precisa do dinamismo para que o enredo seja atraente. E mostra, também, que não é necessário explosões ocorrendo em quase todas as cenas para que a ação seja impactante. As ligações com o passado da franquia de filmes também mostram uma reverência ao que já conquistou desde 2014 – e que poderá ser revisitado quando entenderam que seja o momento.

A trilha sonora contribui para que a tensão da missão seja bem recebida. O filme entrega algo direto, sem firulas e enredo que precise de explicações, com a música contribuindo para que a ação aconteça. Sem medo de ser violento e sanguinário, o longa-metragem entrega o máximo de momentos possíveis que envolvam esse conteúdo para evitar o uso extensivo de armas de fogo – e isso é sempre interessante de ser notado em produções do gênero.

No fim, O Protetor – Capítulo Final tem a missão de finalizar a história de McCall o máximo possível, para criar espaço para explorar possibilidades da franquia nos cinemas. Antoine Fuqua, com sua especialização em filmes de ação, vigora o roteiro simples de Richard Wenk, e destaca Washington de maneira iluminada. Cenas de sangue e violência exibidas em abundância, o longa-metragem reconhece o que deseja abordar e solidificar em sua nova passagem, sem perder momentos que podem acompanhar em breve seus personagens.

O Protetor – Capítulo Final estreia em 5 de outubro nos cinemas brasileiros.

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