Críticas | The Way I Hate Him

Lançado em 1º de agosto nos EUA, “The Way I Hate Him” inicia nova série de livros de Meghan Quinn.

Meghan Quinn The Way I Hate Him
Foto: Reprodução

Existem livros que chegam em momentos certo em sua vida. Um enredo que conecta com uma situação, um sentimento, faz toda a diferença quando a leitura acontece.

Recentemente, alguns livros fizeram isso comigo. Happy Place e Loucos por Livros, de Emily Henry, e True Love Experiment, de Christina Lauren, são alguns desses exemplos. Agora, The Way I Hate Him, último lançamento de Meghan Quinn, entrou nessa lista – e tudo por tratar de um assunto que sempre me deixa vulnerável dentro de leituras: o luto.

Acredito que ninguém saiba lidar com esse sentimento de perda e, mesmo com anos de terapia e um reconhecimento maior sobre como algumas perdas me afetaram ao longo dos anos, ainda é algo que dificilmente sairá de quem eu sou. Com The Way I Hate Him, Quinn intensifica sua escrita e, além do luto, o sentimento de abandono e a autossabotagem também estão ali.

No livro que inicia uma nova série da autora, somos apresentados a Hattie Rowley, jovem de 24 anos que, após reprovar nas provas de seu mestrado durante seu processo de luto pela morte da irmã mais velha, retorna para sua cidade-natal, é dispensada pelo namorado de anos e esconde da família a verdadeira razão de sua volta. Hayes Farrow, estrela da música, é “inimigo” do irmão de Hattie. Doze anos mais velho, ele a convence a trabalhar para ele enquanto lida com a pressão da gravadora para uma nova música.

O que não esperam, porém, é se ajudarem e se apaixonarem durante esses tumultos pessoais. Quinn é conhecida por trazer cenas de sexo detalhadas através do ponto de vistas de suas personagens principais e é sempre gostoso perceber quando cada camada é retirada dentro dos exteriores das personagens. Além disso, as situações que envolvem a parte cômica também acrescenta a narrativa – e tentar adivinhar quem será o próximo a ganhar seu romance próprio.

Logo, The Way I Hate Him consegue se destacar dentro das narrativas de Quinn mais recentes. Eu sou uma das adoradoras da escrita da autora e estou tentando completar toda a lista de obras dela, e, ainda assim, esse novo livro me arrancou lágrimas necessárias para que eu pudesse respirar fora desse universo literário intrínseco.

São por questões deste tipo que fazem eu recorrer a Quinn toda vez que acredito estar entrando em alguma ressaca de livros – mesmo que poucos livros dela sejam traduzidos no Brasil até o momento. Hattie e Hayes são apenas a ponta do iceberg envolvendo a narrativa da autora, e, se possível, sempre recomendo alguns dos livros dela para compreenderem a razão de romances serem tão populares.

The Way I Hate Him –

Amazon | Meghan Quinn

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