Críticas | Rainha Charlotte – Uma História Bridgerton

“Rainha Charlotte – Uma História Bridgerton” estreia em 4 de maio no catálogo da Netflix.

Rainha Charlotte - Uma História Bridgerton Críticas
“Rainha Charlotte – Uma História Brigderton” é escrita por Shonda Rhimes. (Foto: Divulgação/Netflix)

Desde o lançamento de Bridgerton, em dezembro de 2020, histórias de amor ganharam uma força dentro do cenário audiovisual antes apenas vista dentro de livros. Mesmo com arcos dramáticos, essas narrativas ganharam destaque pela força de trazer esperança sobre relacionamentos românticos ou, muitas vezes, sobre a certeza de um final feliz.

Ao anunciarem a minissérie centrada na ascensão de Rainha Charlotte (vivida por Golda Rosheuvel em Bridgerton), a Shondaland e a Netflix colocaram em questão a busca por essas histórias com finais felizes, otimistas, já que é, com uma simples pesquisa, é de conhecimento sobre o que aconteceu com a monarca e seu marido George III (incluindo a doença ainda misteriosa que assombrou sua vida), além de toda a situação envolvendo seus 15 filhos.

Escrita inteiramente por Shonda Rhimes, a minissérie não poupa em traçar paralelos entre o início da jornada de Charlotte na Grã-Bretanha e onde se encontra durante sua série-mãe. Sua principal questão, porém, é o amor entre ela e George, mesmo com segredos e uma sogra (vivida por Michelle Fairley, de Game of Thrones) que, por diversos motivos, se integra dos pormenores envolvendo a alta sociedade e o reinado.

India Amarteifio e Corey Mylchreest interpretam as versões jovens de Charlotte e George de maneira esplêndida, com uma química muito além de toques e olhares. Ambos ainda estão ascendendo ao poder e em suas próprias peles como monarcas, encontrando espaço para envolver o outro em seus desejos, medos e aflições. E tudo se torna ainda mais belo ao sabermos sobre o que os aguardo no futuro – mesmo que seja trágico.

Também somos apresentados a versão jovem de Agatha Danbury (vivida por Arsema Thomas). Se em Bridgerton, Adjoa Andoh trouxe uma Lady Danbury que exalta sua inteligência sobre a alta-sociedade para ajudar seus pupilos a navegarem pelas temporadas brutais de casamentos, sua versão jovem lida com um casamento sem amor e ainda fora dos grandes círculos sociais. Agatha e Charlotte foram uma aliança, uma amizade, de como andarem em uma das altas-sociedades mais brutais do Velho Continente.

Por fim, temos também a introdução da (então) Violet Ledger (Connie Jenkins-Greig) e seus pais. Antes de ser a matriarca dos Bridgerton (vivida por Ruth Gemmell), a personagem ainda não debutou perante à sociedade e ainda questiona alguns aspectos do que acontece dentro dos salões de bailes.

É inegável o quanto Rhimes sabe escrever nesses seis episódios. Mesmo com durações entre 55 e 85 minutos, os capítulos não se arrastam em arcos desnecessários. Porém, alguns momentos devem ser difíceis de serem assistidos pelos fãs das obras de Julia Quinn, mas que não fogem do que Rhimes é conhecida. A roteirista também fez questão de incluir eater-eggs que expandem o universo de Quinn nas telas, com alguns juntando mais os enredos do passado e presente.

Além disso, Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton continua com seus figurinos, perucas e trilhas sonoras impecáveis, que complementam a narrativa estabelecida. Se as versões no quarteto de cordas de músicas como Wildest Dreams, de Taylor Swift, e Material Girls, da Madonna, foram destaques dentro de Bridgerton, dessa vez os fãs podem esperar canções de Alicia Keys e Beyoncé para serem as trilhas sonoras.

No fim, Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton consegue atrair os fãs da série-mãe e até mesmo aqueles que desconhecem o universo. Com uma narrativa orgânica, que exalta uma bela história de amor, que superou obstáculos em um período incerto, a minissérie de Rhimes (e dirigida por Tom Verica) é um produto que viabializa outras mini-antologias desse pequeno mundo.

Rainha Charlotte – Uma História Bridgerton estreia em 4 de maio no catálogo da Netflix.

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