Críticas | O Nascimento do Mal

“O Nascimento do Mal” estreia em 11 de maio nos cinemas brasileiros.

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Melissa Barrera é a protagonista de “O Nascimento do Mal”. (Foto: Reprodução)

Mostrar o período gestacional no audiovisual é, no mínimo, desafiador. Os enredos precisam ser entregues delicadamente para aqueles que não estão acostumados com as situações complicadoras e que acreditam que a gravidez é simples, indolor e, sem problemas. E, ao mesmo tempo, é preciso uma abertura considerável para conversar sobre todos os assuntos que envolvem uma das etapas da vida de alguém, sem julgar (ou melindrar) o durante ou pós-gravidez.

Em O Nascimento do Mal (Bed Rest, no título original), somos apresentados ao casal Julie (Melissa Barrera) e Daniel (Guy Burnet) que, após uma tragédia pessoal há alguns anos, decidem se mudar e começar em um novo lugar. Julie se apaixonou por uma casa que precisa de reformas e está no último trimestre da gravidez. Depois de um pequeno acidente caseiro, o médico a deixa de repouso absoluto, o que se torna um problema quando começa a ouvir e ver uma criança – questionando a sua sanidade.

Dirigido e escrito por Lori Evans Taylor, o filme possui uma temática que poderia ser explorada de maneira mais tangível, abraçando os pontos mais complicados da personagem de Barrera para construir uma narrativa que, de fato, ganhasse destaque.

Entretanto, em apenas 90 minutos, o longa-metragem demora a realmente apresentar todos os pontos importantes para a história e, em seu ato final, corre para conseguir explicar e finalizar o arco. O filme aparenta ter medo de entregar até mesmo os sustos, com uma previsibilidade gigantesca (e até estragada pelos trailers incansáveis).

Mesmo que Barrera mostre que está aperfeiçoando seu status de protagonista, o roteiro de Taylor não entrega muito para os outros dois personagens do núcleo principal, colocando em risco todo o enredo. Dificilmente a gente compreende toda a complexidade de Daniel ou de Delmy (Edie Inksetter).

No fim, O Nascimento do Mal se aciona apenas nos momentos finais, para tentar subverter uma expectativa criada em dois terços do filme. Com apenas 90 minutos, o longa-metragem poderia explanar alguns temas complicados e ainda trazer o terror, o suspense em voga, como outros tantos do gênero conseguiram fazer. A mensagem não consegue atravessar a camada necessária para fazer do filme algo realmente impulsionador dentro do proposto.

O Nascimento do Mal estreia em 11 de maio nos cinemas brasileiros, com sessões antecipadas a partir de 4 de maio em cinemas selecionados.

Nota:
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