Críticas | O Chef

“O Chef” estreia em 1º de setembro nos cinemas brasileiros.

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Filme é dirigido por Philip Barantini. (Foto: Reprodução)

O boiling point, título original de O Chef (filme lançado em 2021 nos cinemas britânicos), traduz, literalmente, para o “ponto de fervura” que, nos dicionários urbanos, pode significar o momento que atingimos antes de precisar de séria ajuda nas questões mentais, sociais e financeiras.

Dirigido por Philip Barantini (que escreveu o roteiro ao lado de James Cummings, e inspirado em um curta-metragem homônimo de 2019), O Chef retrata parcialmente a pressão do ramo gastronômico, seja para aqueles que trabalham na cozinha, como, também, para aqueles que atendem ao público. Gravado em plano sequência, acompanhamos as histórias e dramas se desenvolverem gradualmente, com diálogos que entregam o passado e os entraves sem precisar de grandes alegorias.

Mesmo que o protagonismo seja de Stephen Graham, o elenco de apoio entrega atuações primorosas, com o boiling point, o burn-out explícito. A sous-chef Carly (vivida por Vinette Robinson) deseja um aumento salarial para permanecer no restaurante e ajudar Andy (Graham) a sair do buraco; Beth (Alice Feetham) precisa se provar ao pai e aos funcionários, mostrando sua falta de gerenciamento; a garçonete Andrea (Lauryn Ajufo) precisa lidar com um cliente racista e com outros que mudam o cardápio por acharem que são influentes.

Em 92 minutos, O Chef sabe criar enredos que, por mais que acabem previsíveis, encontram uma sinergia que agrega a toda narrativa criada para mostrar o declínio do personagem principal – e os momentos finais melancólicos. No fim, o filme se destaca por seu foco no estresse, nos momentos que levam muitos a ultrapassar o limite.

O Chef estreia em 1º de setembro nos cinemas brasileiros.

Nota:

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