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Resenhas | Westworld – 3ª temporada

“Westworld” encerrou terceira temporada no último domingo, 3 de maio, pela HBO.

“Westworld” é uma crianção de Jonathan Nolan e Lisa Joy. (Foto: Reprodução)

A terceira temporada de Westworld, que encerrou no último domingo, 3 de maio, pela HBO, se tornou sofrível ao longo dos oito episódios. A série, antes algo inesperado e com questionamentos da sociedade, se tornou algo repetitivo e irritante.

Criada por Lisa Joy e Jonathan Nolan, a produção começou com um episódio interessante, trazendo a realidade (introduzida no fim do segundo ano) à tona. Sob a premissa de sermos previsíveis, a série conseguiu instigar e excitar o telespectador pelas próximas semanas.

Entretanto, sua busca por questionamentos – e a falta de respostas – acabou gerando problemas em sua narrativa. A simbologia, antes imprescindível para a Westworld , virou quase um filme da Marvel, onde easter eggs são jogados e espera-se se que sejam pescados. Não será espanto algum, por exemplo, encontrar explicações sobre os símbolos e as cenas pós-créditos pela internet.

A questão sobre livre arbítrio ficou em segundo plano. Algo tão interessante – e que dialoga com o século XXI em diversas camadas -, só teve sua relevância nos minutos finais, para alimentar possíveis teorias para a quarta temporada. De certa maneira, o terceiro ano de Westworld virou algo que preferiu ficar na mesma marcha para enlouquecer nos minutos finais de uma corrida.

Outro ponto a destacar é o desentendimento com a própria cronologia. Em certos momentos da temporada, a série preferiu espalhar algo para, posteriormente, serem transformados quase em retcoms. É nítido a falta de estrutura para a própria história, com a necessidade de brincar de explorar maior que a de trazer algo definitivo à audiência.

Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Tessa Thompson, Ed Harris, Jeffrey Wright e o Aaron Paul entregam atuações incríveis. Dentro do possível, conseguiram manter as nuances dos personagens e trazerem sensibilidade a narrativa. Em alguns episódios específicos, brilharam e mostraram parte da razão da série ser o que é.

Mas Westworld preferiu dar enredos trágicos e quase sonolentos. Não importava muito mais sobre a trilha sonora, os efeitos visuais e as cenas coreografadas, áreas que sempre foram enaltecidas dentro da produção.

Infelizmente, a série da HBO se mantém apenas pelos nomes dos bastidores e seus atores, e menos pela narrativa espetacular que foi introduzida na primeira temporada. Perdeu-se em um mar de perguntas que não possuem respostas rápidas ou que viram novos questionamentos.

Westworld se tornou refém de seu próprio caos.

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