Resenhas | Westworld – 1ª temporada

Um dos melhores produtos já apresentados ao público.

Fotografia e trilha sonora impecáveis. Uma abertura que tira o fôlego e músicas tocadas ao piano que extrapolam a nossa imaginação.

Fotografia e trilha sonora impecáveis. Uma abertura que tira o fôlego e músicas tocadas ao piano que extrapolam a nossa imaginação.

 

Seria ingênuo pensar que Westworld não foi planejada para ser uma substituta à Game of Thrones. A HBO sabe que precisa de outra série que se iguale ao roteiro, direção e que agrade ao público como Khaleesi, Jon Snow e os Lannisters e Starks conseguem. E encontraram.

Jonathan Nolan e Lisa Joy foram felizes ao conseguir produzir e escrever Westworld. Com um elenco maravilhoso, a série trouxe a mesma excitação para criar e desvendar teorias. Suas várias linhas do tempo foram magistrais para compreender tudo que acontecia dentro do parque, cuja a localização ainda não sabemos.

Anthony Hopkins, Jeffrey Wright, Evan Rachel Woods, Ed Harris, Ben Barnes, Thadie Newton, James Marsden, Rodrigo Santoro, Jimmi Simpson e outros que participaram do projeto, foram excepcionais em suas participações. Ao longo dos 10 episódios, percebemos que os personagens progridem de forma natural.

Distribuída em três linhas temporais, entendemos como aqueles anfitriões são criados e como mudaram em 35 anos. As cenas entre Dolores (Woods) e quem pensávamos que era Bernard (Wright) são brilhantes. E o mesmo ocorre nos diálogos entre Bernard e Ford (Hopkins), com diretrizes que não se limitam em um único objetivo. A descoberta que Bernard é uma réplica, com memórias, de Arnold, cocriador do parque com Ford, e que o mesmo é um robô, foram um dos momentos mais incríveis vistos na televisão neste ano.

Entre tantos ótimos personagens, no último episódio percebemos o quanto William (Simpson) mudou ao longo de 30 anos. A sua “transformação” em Homem de Preto (Harris) fez muitos acertarem um teoria que pendurava a nove episódios. Um homem que só queria curtir a despedida de solteiro, se tornou carrancudo e cheio de instintos que não sabíamos que seria capaz.

A história de Maeve (Newton), Hector (Santoro) foi algo que roubou bons momentos do primeiro ano. Ambos souberam aproveitar o tempo de tela e tornaram personagens queridos, com potencial atingido e sobressaído.

Fotografia e trilha sonora impecáveis. Uma abertura que tira o fôlego e músicas tocadas ao piano que extrapolam a nossa imaginação. Tocar Amy Winehouse e Radiohead foram fenomenais, e, ao mesmo tempo, condizentes com o momento.

Westworld só retornará em 2018. Joy e Nolan confirmaram em entrevista ao The Hollywood Reporter, mas eles sabem que é algo extraordinário e que precisa de tempo para ser colocado em prática. Não sabemos o que acontecerá após um episódio final com cenas de violência (que junto com a nudez nunca foram exploradas de forma errônea) difíceis de esquecer e de não teorizar.

 

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