Resenhas| The O.A. – 1ª temporada

Uma obsessão com a morte.

The O.A. não é uma série comum. Marling e Batmanglij se desdobraram para conseguir mostrar as faces da morte e de como tudo é facilmente mudado com ações mínimas
    The O.A. não é uma série comum. Marling e Batmanglij se desdobraram para conseguir mostrar as faces da morte e de como tudo é facilmente mudado com ações mínimas

     

    As questões sobre a morte sempre perpetuaram na vida humana. Desde o embalsamento dos faraós em pirâmides até a religiosidade atual, o “morrer” não é tão simples como somos ensinados. A série de Brit Marling e Zal Batmanglij exploram um dos lados que sempre intrigou a humanidade.

    Com a premissa de uma jovem adulta cega que desapareceu há 7 anos e retorna enxergando, The O.A disse muito mais que isso. Em oito episódios sempre contados pela perspectiva de Praire Johnson (Marling), e por vezes confusos, o seriado mostra a obsessão com a morte ou de pessoas que viveram experiências de quase morte.

    Dr. Hap, interpretado por Jason Isaacs, é o centro dessa obsessão. Um homem que quer achar meios de entender o que leva pessoas voltarem da morte e outras não; um homem que precisa confia em Prarie por sua deficiência, mas é cego para perceber que Prarie voltou a enxergar graças aos seus experimentos.

    Os outros cobaias se tornam parte do envolvimento da série aos poucos. Em tentativas de sair de lá, ou conseguir chamar atenções, Homer, Scott, Rachel e Renata são apenas coadjuvantes em uma história tão complexa que ainda se confunde com a realidade apresentada.

    A série mexe com a religiosidade. Seja a cristã, a judaica, a muçulmana. Em um momento específico, em que todos estão presos no porão há algum tempo, um incidente ocorre e os movimentos começam a fazer sentido. E a razão de ser cinco.

    Com Praire de volta, seus novos amigos (bem distintos) questionam como o público a história contada. Além disso, um terapeuta – que ainda é duvidoso em suas ações – se torna uma confidente. Prarie conseguiu fazer cinco pessoas realizarem uma distração e, de certa forma, criar um portal dimensional e ter certeza que estamos em diversas linhas temporais, com pequenos gestos e ações que mudam o que faremos no futuro.

    The O.A. não é uma série comum. Marling e Batmanglij se desdobraram para conseguir mostrar as faces da morte e de como tudo é facilmente mudado com ações mínimas. A segunda temporada deverá responder perguntas que ficaram no ar (bem mais que as teorias pensadas).

     

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