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Resenhas | The Crown – 3ª Temporada

Com um novo elenco, a terceira temporada de “The Crown”, mostra que ainda tem poder.

Olivia Colman interpreta a Rainha Elizabeth II.

Não é surpresa que The Crown seja ambiciosa. Com o objetivo de dramatizar a história da Rainha Elizabeth II, a terceira temporada traz novos elementos para mostrar a família real britânica em territórios totalmente hostis.

Expandindo-se ao longo de 13 anos, a terceira temporada consegue trazer uma sensação familiar mesmo com a mudança de atores. Olivia Colman interpreta uma Rainha Elizabeth II mais segura de sua posição e, principalmente, lidando com novos obstáculos dentro de seu reinado.

A catástrofe de Aberfan e o início do relacionamento entre Charles (Josh O’Connor) e Camilla Shand (Emerald Fennell) são apenas alguns dos problemas enfrentados pela monarca nos 10 episódios. Peter Morgan consegue, mais uma vez, trazer os dilemas da Rainha de maneira sutil e elegante, apelando para um lado emocional interessante.

Sem nenhum alarde, dois episódios se sobressaem no terceiro ano. A presença da Princesa Alice, da Grécia, mãe do Príncipe Philip (Tobias Menzies) estabelece momentos de ternura e questionamentos simples sobre a fé. Mesmo fugindo um pouco do que realmente aconteceu (o jornalista e a entrevista nunca existiram, por exemplo), os últimos dias da Princesa exilada trouxe algo delicado para uma trama que facilmente cansaria o espectador.

Helena Boham Carter segue a trajetória de Vanessa Kirby e esbanja graciosidade ao interpretar a Princesa Margaret. Os momentos finais da terceira temporada se tornam mais melancólicos ao saber como foram seus momentos finais em vida. Ainda assim, é belo assistir à irmandade entre Helena e Olivia se desenvolver.

O quarto ano finalmente introduzirá Diana Spencer e Margaret Tatcher, duas figuras importantes para o público britânico e que colidiram com a Família Real. Até onde a produção conseguirá mostrar as duas mulheres dentro do drama, só será respondida em 2020.

Peter Morgan mostra que há como contar uma história de anos em poucos episódios e ainda trazer relevância social. The Crown engrandece em cada ano, cheia de semiótica e densidade.

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