Anúncios

Resenhas | The Boys – 1ª temporada

“The Boys” mostra o lado sombrio do corporativismo dos super-heróis.

Série é baseada em HQ homônima.

The Boys não é uma série de super-herói comum. A nova produção da Amazon Prime Video, que chega no próximo dia 26 de julho, tem como premissa explorar a corrupção e o corporativismo dos heróis.

Baseada em uma HQ de mesmo nome, a série é ambientada em uma realidade alternativa. Criada por Eric Kripke, Evan Goldberg e Seth Rogen, a produção tem apenas oito episódios e não perde tempo em desenrolar uma história cheia de viradas narrativas interessantes.

Há uma bela pergunta no começo da série: o que é ser herói? Com o Sete como o grupo de heróis mais conhecido – e todos sob o comando da Vought -, a pergunta bate de diferentes maneiras na equipe.

Anne/Starlight (Erin Moriarty) é a novata que ainda não compreende o corporativismo e seu verdadeiro papel; Maeve (Dominique McElligott) perdeu sua essência e luta para entender o que faz; A-Train (Jessie Usher) está cercado de influência negativa e o próprio medo de perder espaço; Deep (Chace Crawford) percebe que é apenas o rosto bonitinho e não se atém aos seus antigos princípios.

Homelander (Anthony Starr) talvez seja a melhor personificação de vilão que a série poderia ter. Apesar de The Boys (liderados por Karl Urban e Jack Quaid) usarem métodos questionáveis, sabemos suas intenções de mostrar o lado sujo dos heróis.

Com uma equipe de marketeiros, assessoria de imprensa e de imagem, os dois lados embatem e mostram as verdadeiras faces de serem cruéis, viscerais. Tragédias pessoais e uma história que acaba deixando todos conectados, fazem de The Boys algo relacionável mesmo em um espaço alternativo.

A trilha sonora e sua fotografia também ajudam a embalar o ritmo da série. É sempre interessante como conseguem fazer da música parte da narrativa, quase como um personagem. Assim como a ambientação, com espaços industriais e brincando com as luzes.

The Boys é uma produção de qualidade e que deixa em aberto para possibilidades. Kripke, Goldberg e Rogen tentam trazer algo completo e em um formato preciso e cercado de expectativas em uma indústria que explora o gênero ao máximo.

Anúncios

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: