Uma das melhores coisas de 2016.

 

Stranger Things traz um frescor para o telespectador.
Stranger Things traz um frescor para o telespectador.

Stranger Things não é algo comum.

Após anos assistindo seriados e, de alguma forma, aprimorando alguns conhecimentos sobre eles, a percepção muda e mostra o quanto ainda é possível surpreender o telespectador. E, em apenas oito episódios, Stranger Things pode ser considerada uma das melhores coisas de 2016.

Quando digo que ela não é comum, me refiro as referências que Matt e Ross Duffer buscaram para fazê-la. Anos oitenta, crianças nerds que citam Senhor dos Anéis, Hobbit e Star Wars, a música, a história criada e o suspense em cima dela. Fugiu do aspecto totalmente sci-fi que estão em tantas séries atualmente, e trouxeram algo inovador, livrando-se do óbvio.

Esse “não óbvio” também poderá ser destacado para o elenco. Com Winona Ryder (belíssima em seu papel de mãe desesperada que quer encontrar o filho) no elenco, quem traz um frescor e belas atuações é a parte infantil e adolescente.

O maior destaque será Millie Bobby Brown, a Eleven (ou El para encurtar).A jovem atriz demonstra firmeza ao ter que atuar na pele da menina que é um experimento. Suas cenas são críveis e as poucas em que interage com o monstro são ótimas.

Também é válido destacar a química entre os quatro garotos. Cada um possui uma personalidade e momentos que brilham. Mike, Lucas e Dustin (Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin e Gaten Matarazzo, respectivamente) não medem esforços para salvar Will (Noah Schnapp). Junto à isso, o desenvolvimento de uma amizade entre Nancy e Jonathan (Natalia Dyer e Charlie Heaton) e a caçada deles não se torna forçada.

Ressalto, também, o desenvolvimento e a forma que mostrando o passado de Joyce (Ryder) e Jim Hopper (David Harbour). Cada um com seus “demônios”, se mostraram fortes juntos e que não é preciso ter tensão sexual para fazer dar certo. Em cenas conjuntas, brilhavam igualmente.

Portanto, Stranger Things traz um frescor para o telespectador. A trama se aprofunda sem parecer rápido demais. A fotografia, roteiro e direção acertam em todos os aspectos e tornam-se maestros em deixar o telespectador interessado no que vem a seguir.

A segunda temporada já foi confirmada. Agora, nos resta esperar e talvez comer alguns waffles.

 

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