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Resenhas | Star Wars – A Ascenção Skywalker

Episódio final de “Star Wars” se deixa levar por fan-service e esquece da própria essência.

J.J. Abrams retornou como diretor.

Os fãs são aqueles que movem as grandes franquias. Sem eles – e suas devoções -, poucas coisas saíram do papel para sequências, reboots e afins. Entretanto, há uma linha tênue que foi extrapolada por Star Wars: A Ascenção Skywalker.

Dirigido por J.J. Abrams (que retorna para a franquia após O Despertar da Força), o filme consegue desvencilhar de toda narrativa criada por seus antecessores, se amarrando em portais de fãs e se esquecendo de enredos que importaram ao longo dos últimos anos.

Seja a estranha volta de Palpatine (Ian McDiarmid) até a revelação sobre os pais de Rey (Daisy Ridley), o longa-metragem consegue trazer momentos difíceis de serem digeridos, sendo recheado de diálogos pobres e atuações frustrantes.

Em seus mais de 120 minutos, A Ascenção Skywalker consegue decepcionar até com os cenários exuberantes e a volta tão esperada de Lando Calrissian (Billy Dee Williams). Tudo parece fora do tom, beirando ao tragicômico.

O trio formado por Rey, Poe (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega) precisou se apoiar em fan-service ruim, mesmo quando poderiam ser o triunfo da terceira saga. Kylo Ren (Adam Driver) também entra nessa conta.

Abrams perde a oportunidade de se apoiar na própria narrativa, preferindo ficar no velho e agradar somente aqueles que não souberem lidar com as mudanças da franquia – que sempre fizeram parte do universo de George Lucas.

Apesar de divertir (e trazer uma sensação de encerramento), A Ascenção Skywalker prefere o seguro, o chulo e insosso, se tornando uma despedida agridoce para alguns que buscaram conforto dentro dos 42 anos de Guerra nas Estrelas.

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