Resenhas| Sherlock – The Final Problem

 It’s all about the legend.

Sherlock ainda é dúvida se voltará ou não. Com seus astros em grandes produções, o seriado fica comprometido.
    Sherlock ainda é dúvida se voltará ou não. Com seus astros em grandes produções, o seriado fica comprometido.

    Sherlock não é uma série comum. Durante anos pudemos observar quantas possibilidades existem para adaptar os contos de Sir Arthur Conan Doyle, e que consiga trazer viradas, humanizar personagens e mostrar defeitos.

    Este, talvez, tenha sido o grande triunfo de The Final Problem. Em um jogo perturbador criado por Eurus (Sian Brooke) há cinco anos, junto com Moriarty, para mexer mais com a cabeça de Sherlock, percebemos claramente que personagens cresceram e que é tudo mais do que sabemos.

    Começando do fim do episódio passado, a revelação da irmã Holmes perdida trouxe uma angústia para entender como Sherlock esqueceu de sua própria família. Em uma explicação eficiente (e um novo capítulo em que Mrs. Hudson não suporta Mycroft), o irmão mais velho consegue desenhar toda uma linha temporal para os espectadores que, junto com Sherlock e Watson, conseguem compreende o motivo de nunca mencionarem a jovem.

    A partir do momento em que conhecemos Sherrinford e sua estrutura, sabemos que será ali o grande desfecho da história. Ainda não convence como Watson, Sherlock e Mycroft conseguem fugir da explosão (pareceu algo de espionagem britânica), entretanto, não as explicações são desnecessárias a partir do momento em que Sherlock e Eurus se encontram.

    Ela consegue brincar com a cabeça dele. Brooke, com apenas olhares, consegue transmitir a psicopatia que existe na personagem, ao mesmo tempo em que existe uma fragilidade.  Todas as cenas em que a infância dos Holmes aparecerem, mostram como o ar infantil e inocente existia apenas em certos momentos.

    O jogo começa e, em uma cena esplendorosa mostrando Moriarty e Eurus se conhecendo, percebemos que tudo que aconteceu nesses anos é um desespero de atenção. Em uma revelação final, após Sherlock ser colocado para decifrar o fim do enigma em sua antiga casa de família, e Watson jogado no poço, mostra que Eurus realmente só queria ser amiga do irmão. Mais que isso, o ciúme era algo que existia e ainda persiste. Interesse, porém, é ver que apenas de Sherlock havia o sentimento.

    A menina apresentada no começo, no avião cheio de passageiros desacordados e toda a tripulação na mesma situação, é a fragilidade e um desvio de personalidade de Eurus. Sherlock precisa confortá-la e mostrar que está na vida dela para a mesma se acalmar e ajudar John.

    No final, os Holmes estão bravos com Mycroft e com razão. Por mais que tentou proteger a família, esconder a filha em um ilha prisão não foi algo esperto. A única pessoa que consegue conversar (e eventualmente tocar violino com Eurus), é Sherlock.

    Em cenas que parecem para encerrar a série, é entregue a John outro DVD de Mary. Desta vez, ela parabeniza os “Baker Street Boys”, e fala sobre eles se tornarem lendas. É um encerramento de temporada para funcionar como fim definitivo ou não. Seja voltar em especiais ou temporadas, Sherlock conseguiu fechar de forma decente, trazendo episódios interessantes e que mostraram a humanização final do personagem título.

    Na cena em que o detetive precisou ligar para Molly e ouvir ela dizer “I Love You”, percebemos que há uma sinceridade nas palavras ditas por ele e que, por mais que não seja romanticamente, há um amizade que ele deseja não perder.

    Sherlock ainda é dúvida se voltará ou não. Com seus astros em grandes produções, o seriado fica comprometido. Porém, consegue ter boas levas de episódios e que continuam intrigando o público. É esperar e saber se foi o fim, ou apenas um até logo.

     

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