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Resenhas| Shameless – 7° temporada

Série traz sua melhor temporada, explorando todos os lados de seus personagens.

O oitavo ano está garantido e, caso continue nessa trajetória, Shameless só tende a cresce e mostrar que tudo está em constante transformação, junto com um crescimento que oficializa a série como uma das melhores no momento.   

O oitavo ano está garantido e, caso continue nessa trajetória, Shameless só tende a cresce e mostrar que tudo está em constante transformação, junto com um crescimento que oficializa a série como uma das melhores no momento.

 

O sétimo ano de Shameless foi, no mínimo, sobre jornadas.  Todos os personagens passaram por momentos de transformação e que fizeram diferença em como será daqui para frente.

Fiona está no centro de tudo. Emmy Rossum trouxe o seu melhor e sua estreia na direção foi algo primoroso. Em seu ano sem interesse amoroso fixo (finalmente), a personagem cresceu de maneira espetacular, tendo debates com os irmãos e até mesmo com V. Rossum tem um momento, em particular, que mostrou sua força na personagem: o discurso para Frank no último episódio, falando sobre a morte da Monica e como aos nove anos precisou virar “irmãe” dos irmãos.

Debbie entendeu que não estava pronta para ser mãe. Houve um tratamento esperto ao colocar a questão das assistência social e mostrar que a personagem é falha. Ela encontrou um seguro em Neil, irmão de Sierra, e o usa para se estabelecer e ter alguém que cuide dela, como buscou em Derek no quinto ano e em Frank na sexta temporada.

A jornada de Lip foi marcada por altos e baixos. No começou, pareceu controlar o alcoolismo e encontrou em Sierra, nova funcionária do Patsy’s, um conforto diferente de Helene. Porém, sua vida profissional foi parada – muito pior que ser expulso da faculdade -. A empresa que iria trabalhar fechou por causa dos Federais e precisou limpar pratos na Patsy’s, coisa que sempre achou humilhante. Sua personalidade arrogante apareceu com frequência, principalmente ao conversar com Fiona sobre a mesma ter um investiomento na Lavanderia. Com o alcoolismo o atingindo novamente, ele percebe que está no fundo no poço.

Carl parou de ser badboy (aleluia!) e encontrou uma vocação que poucos acreditavam. Ao querer impressionar o pai de Dominique, mesmo depois do término com a garota, o jovem de 15 anos vai para a Escola Militar e, aparentemente, irá crescer mais nos próximo ano.

Ian mostrou que está adaptado ao seus surtos bipolares e que, profissionalmente, está cada vez mais claro que pertence aos paramédicos. Na vida amorosa, a série acertou em trazer um ator transgênero para interpretar o novo interesse de Ian. O ruivo passou pelo mesmo processo que Lip passou ao descobrir que o irmão era gay. Além disso, no novo grupo de amigos que conhece por causa de Trevor, houve diversidade para mostrar os novos grupos.

Liam, pela primeira vez em sete anos, ganhou uma micro-história que poderá trazer reflexões. A escola fundamental que iria fechou após uma escola particular abrir no distrito, e com a ajuda de Frank, o mais novo do clã Gallagher consegue bolsa integral para os seus estudos.

Todos sabemos que William H. Macy tem estrela. Porém, neste ano em particular, ele estava espetacular, e os roteiristas, desta vez, apresentaram histórias mais condizentes e melhores para o personagem. Frank saiu do hospital após meses em coma, fez uma nova “família” com os sem-teto, foi expulso do local e reencontrou Monica. A fragilidade do personagem ao encontrar a mãe de seus filhos é sensível. Nos episódios finais, do momento em que percebe que ela morreu até o funeral, Macy nos faz lembrar o quão tocante sua interpretação pode ser. Suas cenas com Rossum no episódio final são e aplaudir de pé e questionar a razão de tanto descaso do Emmy com suas interpretações.

Com V., Kevin e Stlevana, uma história que começou cômica, terminou de forma trágica e ainda sem conclusão. Enquanto todos achavam que tudo estava certo no casamento a três, Stlevana cuidando das contas, na verdade deu um”golpe” e os tirou o bar. Kevin, em seu melhor momento, começou a trabalhar no antigo bar gay que Ian participou há alguns anos.

A amizade entre V e Fiona se fortaleceu, apesar de estarem separadas boa parte da temporada. Isso foi necessário para crescerem e perceberem que equilibram um sistema disfuncional que ocorre em torno delas.

Em uma temporada sem grandes falhas e com histórias solos bem elaboradas, Shameless entregou seu melhor ano em questão de roteiro, direção e fotografia. A trilha sonora conduziu todo o seriado, e distanciou bem mais da original britânica.

O oitavo ano está garantido e, caso continue nessa trajetória, Shameless só tende a cresce e mostrar que tudo está em constante transformação, junto com um crescimento que oficializa a série como uma das melhores no momento.

 

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