Série do anti-herói rende discussões, apesar de uma narrativa confusa.

Primeira série derivada do universo Marvel da Netflix se perde no meio de tantas informações.

Série do anti-herói rende discussões, apesar de uma narrativa confusa.
Série do anti-herói rende discussões importantes, apesar de uma narrativa confusa.

Após meses de espera, a Netflix lançou sua sexta série em parceira com a Marvel. A mais violenta de todas as séries do estúdio, Justiceiro não economiza em arcos de episódios e de discussões importantes para o mundo.

Com a temática de porte de armas, terrorismo, estresse pós-traumático em ex-militares, e outros temas, o anti-herói vivido por Jon Bernthal se encarrega de mostrar uma fragilidade que, por pequena que seja, foi mostrada lá na segunda temporada de Demolidor, quando foi introduzido.

Entretanto, por mais relevantes que os temas apresentados foram, se perderam em uma narrativa dedicada em três atos que, facilmente, poderia ter sido melhor apresentada ao público. Narrativamente, a série se perde entre os arcos e se desdobra para conseguir alinhá-los.

Com “três” vilões, a série se propõe em fazer bonzinhos e malvados andarem na mesma prancha. Com a apresentação de alguns flashbacks, a série quer estabelecer a linha tênue entre as ações de Frank Castle e das ações dos vilões, principalmente por terem interações.

Mesmo sem aparentar, quem conhece os quadrinhos sabe que Billy Russo (Ben Barnes) é o grande vilão da história. Com sua gentileza e querendo ajudar ex-militares, o personagem é surpreendente. Manipulador, o vilão é um dos acertos da série e suas conversas com Castle se tornam importantes cada vez que o clímax se aproxima. William Rawlings, o vilão secundário, é bom por mostrar que há corrupção dentro da agência de inteligência dos Estados Unidos.

Antes de mencionar o terceiro vilão, destaca-se Curtis, o paramédico. Com seu centro de “realibiltação” para aqueles que participaram do exército, o personagem possui importância e traz reflexões. O terceiro vilão conhecemos ali: um jovem recém-saído que, claramente, sofre de estresse pós-traumático e, por não encontrar um lugar seguro, se desiquilibra.

Um outro destaque é Micro (Ebon Moss-Bachrach) e sua parceria improvável com Castle. Com sua origem mudada (algo excelente), o personagem se mostra importante para os acontecimentos da série.  Dinah, a personagem criada especialmente para a série, é uma agente da segurança nacional que ganha espaço ao longo da série, ganhando vunerabilidade e força em suas cenas.

Karen Page aparece apenas para voltar a ser um possível interesse amoroso para Castle, mesmo que ele ainda se apegue a memória da esposa e que, constantemente, sonhe com ela.

A fotografia, trilha sonora e tema de abertura são sensacionais. Aplausos para a equipe de dublês e efeitos, que conseguiram imprimir a agonia das lutas. Pena que querem nos fazer acreditar que alguns personagens não sangram o suficiente quando atingindos por qualquer objeto que cause ferimentos.

Os 13 episódios são fortes em roteiro, mas o ritmo lento e a narrativa confusa se mostra mais distante de algo grandioso, como a primeira temporada de Demolidor e Jessica Jones. Ainda assim, é melhor estruturada que Punho de Ferro.  Não há certezas sobre a segunda temporada, mas uma abertura de caminhos foi espalhada.

 

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