Reviews Luke Cage

É o começo dos Defensores pela Netflix.

. Músicas que se identificavam com a proposta da série e como se conectava com o momento.  Ligações, como essa, fizeram a série valer a pena, mostrando que há um trabalho feito com meticulosidade.
. Músicas que se identificavam com a proposta da série e como se conectava com o momento.  Ligações, como essa, fizeram a série valer a pena, mostrando que há um trabalho feito com meticulosidade.

Marvel’s Luke Cage não é a minha realidade. Não houve a empatia imediata que senti quando assisti Jessica Jones em novembro de 2015. Não compreendi os vilões assim que vi seus motivos. Porém, isso não tornou a série uma experiência ruim, apenas demorada.

Com personagens fortes do bem ao seu favor, o seriado conseguiu instalar um bom universo no Harlem. Misty Knight e Claire Temple são as melhores personagens, trazendo um poder diferente para a série. Enquanto Misty nós conhecemos agora, suas interações com o personagem título e seu arco não são jogadas apenas em um lado. Sua divergência com o modo que alguns casos são tratados na delegacia que trabalha mostra a personalidade forte. Claire, por outro lado, só cresce para aqueles que acompanham todas as séries da parceria Marvel/Netflix.

Entretanto, os vilões não me conquistaram. Boca de Algodão sempre pareceu fora da zona e comprovou no episódio que mostrou sua adolescência. A corrupção policial que acontecia sobre suas ordens era mais do mesmo que já tinha visto em outros seriados. A vereadora corrupta faz parte do conhecemos, mas Mariah não se tornou ameaça de verdade. Muito menos Shades com suas triadas de óculos baseadas em Horatio Caine de CSI Miami.

A única “real” ameaça só acontece pelo episódio 7, quando Kid Cascavel finalmente é introduzido. Porém, o drama de meio-irmãos não se mostrou tão forte quanto esperava, ficando ralo, ao meu ver, o quanto poderia ter sido explorado de fato.

Luke Cage também não estava forte no começo da temporada. Apesar de crescer e ser aquele personagem que, em alguns momentos, roubou a cena Jessica Jones, Luke só aparece, de verdade, a partir do quinto episódio. O arco da Georgia com Claire e as balas Judas foram acertadas para dar mais amplitude ao personagem. Saber que sempre foi um experimento e que Reva não foi totalmente verdadeira com ele, fez com que o personagem percebesse a importância.

Trazer a música foi acertada. Músicas que se identificavam com a proposta da série e como se conectava com o momento.  Ligações, como essa, fizeram a série valer a pena, mostrando que há um trabalho feito com meticulosidade.

O seriado não está entre os meus favoritos da Marvel. Seu final deixa claro o que acontecerá em Os Defensores, mas não tira a satisfação que será assistir. Luke Cage e o Harlem estão na mitologia criada pela Netflix e Marvel agora, e espero conhecer mais nas próximas séries.

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