Série brasileira da HBO volta mais sombria, mas com momentos que transcendem a ficção.

Quarteto tem seus próprios arcos.
Quarteto tem seus próprios arcos.

Magnífica 70 ficará marcada por sua ousadia. O começo sombrio e desesperançoso da terceira temporada mostra como a produção brasileira da HBO conseguiu conquistar um espaço importante na televisão.

A terceira temporada começará logo após os acontecimentos finais da segunda temporada. Dora (Simone Spoladore) presa em uma situação desumana; Vicente (Marcos Winter) fugindo do manicômio; Isabel (Maria Luísa Mendonça) começa a buscar saída da Ditadura Militar; e Manolo (Adriano Garib) tentando encerrar, de vez, a produção dos filmes.

É impressionante como aquelas histórias se assemelham aos dias atuais. Seja o grito de liberdade feminina de Isabel ou como há uma tentativa de controle do governo, Magnífica 70, sem querer, virou oportunista – e de forma acolhedora ao público.

O quarteto principal ainda está separado e terá seus próprios arcos até se juntarem novamente. A construção diferenciada dos personagens, algo buscado entre as temporadas, é exatamente para o crescimento individual deles.

Com 10 episódios, e com supervisão de Claudio Torres, a temporada de Magnífica 70 promete transcender a ficção e, além de “prever” alguns acontecimento reais da história brasileira, trará um espaço para questionamentos da realidade.

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