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Resenhas | Love – 1ª temporada

É o amor.

Ligados de forma improvável, Gus e Mickey se complementam e conseguem partilhar momentos ótimos para demonstrar o quanto somos imperfeitos em relacionamentos, seja familiar, amizades ou amorosos. A segunda temporada está confirmada e espero que traga mais imperfeições.
Ligados de forma improvável, Gus e Mickey se complementam e conseguem partilhar momentos ótimos para demonstrar o quanto somos imperfeitos em relacionamentos, seja familiar, amizades ou amorosos. A segunda temporada está confirmada e espero que traga mais imperfeições.

Quando contamos contos de amor, pensamos em princesas e príncipes e a famosa frase “…e viveram felizes para sempre”. Os protagonistas são bons, sem nenhum traço de personalidade ruim e com outras pessoas (os vilões) tentando sabotar esse relacionamento. Isso, porém, não acontece em Love.

Criada por Judd Apatow, Paul Rust e Lesley Arfin, a série de comédia da Netflix busca falar sobre as pessoas “reais”. Os protagonistas, interpretados por Rust e Gillian Jacobs, são autodestrutivos. Recém-saídos de relacionamentos, se encontram por acaso e criam uma ligação.

Mickey (Jacobs) é uma pessoa destrutiva, e sabe disso. Ele vive um relacionamento complicado com um viciado em cocaína por que quer. No trabalho, o chefe não ajuda. Está tentando se manter sóbria e fora das drogas, mas não se ajuda. Gus (Rust) é uma luz junto com a nova colega de casa, Bertie. Porém, ela não consegue se entender ou sair da sua própria aura tóxica. Isso, de alguma forma, é incrível para a personagem e para o telespectador.

Ela não é alguém agradável. Ela irá irritar e te fazer repensar as razões de cada ação feita. Mickey precisa de amor, sexo, drogas e momentos tóxicos. Quando Gus aparece, ela está em seu pior momento e, mesmo que no fim melhore, é uma longa jornada para ela se entender e saber o que fará.

Gus é o oposto. O cara certinho, que trabalha como tutor em um set de filmagem e lida de forma razoável com adolescentes. Namorava há anos e termina após saber de uma traição. Ele, entretanto, não consegue “não estar junto” também. A ligação mais forte que possui com Mickey é a necessidade de estar junto.  Além disso, há suas “esquisitices” e seus amigos fora e dentro do set.

Ele consegue se desenvolver de forma espetacular dentro do local de trabalho. Seu momento com a atriz e sua audácia e tentativa de ser roteirista mostra o quanto ele “amadurece” e se impõe.

Ligados de forma improvável, Gus e Mickey se complementam e conseguem partilhar momentos ótimos para demonstrar o quanto somos imperfeitos em relacionamentos, seja familiar, amizades ou amorosos. A segunda temporada está confirmada e espero que traga mais imperfeições.

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