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Resenhas | Girls – 6ª temporada

Última temporada da comédia de Lena Dunham foi sobre o amadurecimento.

A série foi um marco por mostrar a libertação feminina e que há como falar sobre a vida, e como tudo é um grande questionamento.
A série foi um marco por mostrar a libertação feminina e que há como falar sobre a vida, e como tudo é um grande questionamento.

Seis anos após o começo de uma jornada de quatro mulheres em seus vinte anos, a série criada por Lena Dunham trouxe um final sobre o amadurecimento.

Cada uma cresceu pessoalmente e profissionalmente em seis temporadas. Hannah, Marnie, Shoshana e Jessa mudaram ao longo de seis anos. Entre romances, incertezas e caminhos que se cruzaram, as meninas estabeleceram suas personalidades e como lidaram com o mundo.

Hannah passou de uma menina que não receberia mais dinheiro dos pais para uma mãe. No último ano, com a adição de Paul-Louis (Riz Ahmed) em dois episódios, trouxe uma questão de amadurecimento para ela. Ninguém imaginava que ela abraçaria a escolha de ser mãe. A última cena de Girls mostra esta questão de crescer.  Ao longo da temporada e seus episódios próprios, Hannah lidou com questões importantes e expandiu sua mente. Consagrou que é uma escritora e que sabe falar sobre sua verdade.

Marnie e seu egocentrismo continuaram em alta. Porém, ela nunca soube exatamente quem era e tentou se mostrar, principalmente em “Latching”, que coloca sua felicidade em segundo lugar para conseguir se apegar a alguém. Na despedida de Desi e ter que sair de seu apartamento minúsculo, viu que era dependente de todos ao seu redor. Assim como seu episódio no quinto ano, essa temporada estabeleceu que ela precisava desses encontros e de ver tudo ruir para perceber sua própria realidade.

Shoshana quase não apareceu nesta temporada, mas é exatamente isso que ajudou a mostrar seu crescimento. Sob a visão de Hannah, a personagem nunca foi essencial. Ela sempre foi a prima de Jessa, a mais nova do grupo e a que, depois, teve um relacionamento com Ray. Sua ausência e a cena do banheiro no episódio nove, mostrou como ela soube se desenvolver e como Zosia Mamet é uma atriz incrível, que sabe qual a dose e como sente confortável neste papel.

Jessa continuou seu relacionamento com Adam. Isso nunca a diminuiu, principalmente por saber seus objetivos e o quanto sempre foi desajustada e tóxica para si mesma. No oitavo episódio, percebeu que sua impulsividade era tamanha, assim como sua imprevisibilidade.

Passando para o lado masculino da série, Elijah cresceu aos olhos de todos e esperamos que venha algo dele futuramente. Andrew Rannels mostrou que era seu papel preferido. O relacionamento dele com Hannah é o mais saudável da série.

Ray encerrou cedo sua participação, porém encontrou alguém que o fascina tanto quanto seu antigo chefe, que o deixou tudo, incluindo fitas cassetes para falar sobre o bairro em que vivem. Ray era o olhar público e cresceu de forma genuína no seriado, sem precisar de atalhos.

Adam apenas continuou na impulsividade, mas isso não é ruim. Seu filme sobre o relacionamento com Hannah poderá ser sim algo que nos fará pensar futuramente se seria algo incrível se assistirmos ao restante. Seu relacionamento com Jessa não precisou de muito tempo de tela, pois sabíamos que isso era um acontecimento, assim como foi esperto trazer um final para a relação dele e de Hannah.

Girls sempre foi mais que mulheres com seus vinte e poucos anos. Explorou a sexualidade, as incertezas, os erros, como é difícil o mundo profissional e como personalidades opostas se cruzam tão facilmente. A série foi um marco por mostrar a libertação feminina e que há como falar sobre a vida, e como tudo é um grande questionamento.

 

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