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Resenhas | Dolittle

“Dolittle” estreou na última quinta-feira, 20 de fevereiro, nos cinemas brasileiros.

Robert Downey Jr. estrela o filme.

Novas versões de histórias conhecidas serão sempre contadas por Hollywood. Sendo diferentes das versões originais ou até cópias exatas, produções assim tendem a criar simpatia do público e dos próprios estúdios.

Dolittle talvez sofra por não ir de encontro a nenhuma das histórias anteriores. Criado pelo escritor Hugh Lofting em 1920, a nova versão interpretada por Robert Downey Jr. consegue entreter, mas fica perdido em tantos enredos criados em cima de 101 minutos.

Downey Jr., Antonio Banderas (como o Rei dos Piratas) e Michael Sheen, como o vilão de Dolittle, estão caricatos – uma característica boa para o apresentado em tela. O jovem Harry Collett traz o carisma para o auto-intitulado aprendiz, e as vozes dos animais estão interessantes.

O filme da Universal Pictures, inspirado em The Voyager of Doctor Dolittle, consegue trazer o senso de aventura e de comédia desejado, mas peca ao encarar desafios básicos de construção de roteiro e ser, no mínimo, crível dentro das possibilidades. Ao esquecerem de detalhes e se voltarem para clichês mal utilizados, Dolittle perde a chance de ser realmente agradável para todos os públicos.

É perceptível a intenção de transformar o longa-metragem em uma franquia, buscando trazer as verdadeiras histórias de Lofting à vida. Mas, infelizmente, Dolittle ficou em um caminho perigoso que poderá ficar apenas no imemorável.

Dolittle estreou na última quinta-feira, 20 de fevereiro, nos cinemas brasileiros.

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