Resenhas | Coringa

Dirigido por Todd Phillips, “Coringa” dialoga sobre a loucura.

    Joaquin Phoenix estrela a produção.

    É fato que Coringa é uma das personagens mais icônicas dos quadrinhos. Psicótico com tendências depressivas, o vilão vira um estudo de caso na nova produção da Warner Bros. Pictures.

    Ambientado em Gotham City da década de 1980, o filme não deseja legitimar a violência (e muito menos a anarquia). Em seus 122 minutos, Coringa mostra o poder de destruição de doenças mentais e como somos moldados ao longo de nossa história.

    Joaquin Phoenix interpreta Arthur Fleck, um palhaço que tenta conquistar seu espaço no cenário do stand-up. Cuidando da mãe doente, a personagem sofre com as próprias ilusões e das verdades que surgem durante o longa-metragem. O então palhaço começa a se portar como um herói, aclamado pela população e abraçando devaneios.

    O ator consegue trazer algo único ao papel (que já foi eternizado com performances de Heath Ledger, Cesar Romero e Jack Nicholson). Sua magreza agoniza, assim como os surtos de riso de Arthur Fleck. Percebemos quando a loucura começa a controlá-lo, tudo através do olhar e dos trejeitos.

    A presença de Thomas Wayne, Arkham Asylum e diversos conhecidos das histórias do Homem-Morcego, complementam a jornada que Todd Phillips propõe ao Coringa. O cenário caótico de Gotham também aprecia a chegada do palhaço e o movimento criado por ele – sem intenção.

    Robert De Niro, Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e Bill Camp também fazem parte da narrativa. As interações com Phoenix ajudam, em diversas cenas, a compreender o estado mental de Coringa – principalmente quando assume, de vez, a personalidade.

    A trilha sonora baseada em canções que rementem à felicidade, como “Smile“, composta por Charles Chaplin, e “That’s Life” (Frank Sinatra), são apenas algumas que embalam a película. Além disso, a fotografia consegue ser excepcionalmente bela ao celebrar as danças e os momentos de maquiagem do personagem.

    Coringa consegue atiçar o público, fazendo-o relembrar história conhecida e outra intrigante, desconhecida, longe das histórias de origens conhecidas pela audiência.

    Mesmo com cenas violentas, gráficas e que trazem até simpatia pelo personagem-título, o filme deseja fazer uma história sobre a loucura e como ela atua em alguém, de certa forma, fragilizado por sua realidade.

    Escrito por Scott SIlver e Phillips, Coringa estreia na próxima quinta-feira, 3 de outubro, nos cinemas brasileiros.

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