Resenhas | Bones – 12ª temporada

 Última temporada retomou a essência da série.

Bones estava em um círculo vicioso, porém conseguiu retomar o que sempre disse ao seu telespectador: ter esperança.
    Bones estava em um círculo vicioso, porém conseguiu retomar o que sempre disse ao seu telespectador: ter esperança.

     

    Quando a Fox anunciou que Bones iria encerrar sua jornada após a décima segunda temporada – e que  a mesma seria reduzida -, não sabia o que esperar. Ainda mais com o final do décimo primeiro ano, onde Zack Addy voltou e não sabíamos ao certo a razão do retorno repentino do personagem que não aparecia desde o centésimo episódio, na quinta temporada.

    Em episódios que variavam entre bons e medianos, os últimos anos da série criada por Hart Hanson sobrevivia pelo apego que tínhamos aos personagens e suas histórias. Sempre espertos ao trazerem viradas emocionais, os roteiristas ainda sabiam como conquistar o público semanal e dar ao telespectador o que achava suficiente para conduzir por anos a história de Temperence Brennan e Seeley Booth. Nesta temporada, porém, o roteiristas fizeram o necessário para elevar o tom emocional e surpreender com um final que agradasse quem quer que assistisse.

    Arranjar uma nova ameaça ao casal protagonista não foi fácil. Entretanto, se preocuparam em levar para algo semelhante ao primeiro ano, onde Brennan desconhecia suas verdadeiras raízes e Booth ainda tentava se livrar de seus momentos de snipper no exército americano. Kovac, o vilão da temporada, soube ser inteligente e trazer pânico ao casal.  Além disso, a morte de Max fez Brennan quebrar de um jeito diferente e não na frente de Booth como fazem, mas do antigo amor e agora amigo Sully.

    Foi certeiro trazer pessoas que marcaram a série ao longo de doze anos. A chance de redimir Zack, mostrando algo que os fãs sempre souberam, e, acima de tudo, do personagem ainda querer ajudar Hodgins foi importante para mostrar que ainda é um grande amigo. Ele, o primeiro estágio, ainda terá 13 meses de sentença a serem cumpridos, mas trouxe o conforto necessário para o fãs mais antigos.

    A cada episódios, pudemos ver os finais satisfatórios para cada personagem que passou pelos corredores do Jeffersonian. Além disso, os finais para os protagonistas foram excelentes. Arastoo e Ca adotando três crianças, Angela grávida novamente e Hodgins como “Rei do Laboratório” como sempre falou, foi encantador.

    Bones estava em um círculo vicioso, porém conseguiu retomar o que sempre disse ao seu telespectador: ter esperança. Em tantos anos, seus doze episódios foram o suficiente para lembrar que um procedural, com tons de comédia, pode ser encerrada com bons episódios.

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