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Resenhas | American Horror Story – 6ª temporada

Murphy conseguiu, novamente, algo extraordinário.

A metalinguagem, sempre utilizada em AHS, foi uma das melhores possíveis. Em um momento em que Black Mirror explodiu em diversos aspectos, Ryan Murphy mostrou que sabe trazer esse estilo e mostrou os perigoso da fama.

A metalinguagem, sempre utilizada em AHS, foi uma das melhores possíveis. Em um momento em que Black Mirror explodiu em diversos aspectos, Ryan Murphy mostrou que sabe trazer esse estilo e mostrou os perigoso da fama.

 

Quando os pequenos vídeos promocionais do sexto ano de American Horror Story começaram, as teorias voavam em qualquer linha do tempo. A falta de informação sobre o tema da temporada, algumas fotos vazadas pelo TMZ, incentivavam as ideias. Mas nada, talvez, tenha preparado o público para o que viria ao longo de 10 episódios.

Ryan Murphy e Co. conseguiram algo que não alcançavam há alguns anos. Apesar de Coven ser uma temporada cultuada, Freak Show um espaço considerável por ser a última de Jessica Lange e Hotel ter adoradores por Lady Gaga, nada superava Asylum.

O segundo ano trouxe algo inexplicável. Era sangrenta, assustadora e dramática na medida certa e Lana Winters (interpretada por Sarah Paulson) é lembrada até hoje como uma das melhores personagens da antologia. My Roanoke Nightmare foi na mesma linha, porém além.

A temporada se transformou duas vezes. Enquanto pensávamos que seria apenas o reencenamento de um acontecimento, fomos apresentados ao elenco e as pessoas reais. A produção daquele programa ambiciosa, trazendo o produtor como um homem obcecado. O elenco cheio de egoísmos e que ficaram próximos demais do personagem que encarnavam.

Sarah Paulson, Lily Rabe, Cuba Golding Jr, Kathy Bates, Evan Petters e outros estavam espetaculares. A dose exata era usada em cada atuação. Entretanto, a que mais se destacou foi Adina Porter, a Lee Harris original. Como única sobrevivente de todo o segundo reality criado, ela foi incrível como a pessoa que se descobrimos aos poucos. A ex-policial, a mãe, a alcoólatra, no tribunal e em conversa com Lana Winters.

A metalinguagem, sempre utilizada em AHS, foi uma das melhores possíveis. Em um momento em que Black Mirror explodiu em diversos aspectos, Ryan Murphy mostrou que sabe trazer esse estilo e mostrou os perigoso da fama. Personagens que se aproveitaram do sucesso repentino, de saber apenas entreter.

Roanoke foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da TV americana neste ano. E, sem preocupação que não saberemos o que Murphy fará na sétima temporada, torna-se um pouco mais fácil entender a razão da equipe ter escondido o tema. Apenas aplaudo o que fizeram e tenho a certeza que American Horror Story ainda possui relevância.

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