Estrelada por Sarah Gadon, minissérie possui seix episódios.

Baseada em obra de Margaret Atwood, série é inspirada em história real do século 19.

Estrelada por Sarah Gadon, minissérie possui seix episódios.
Estrelada por Sarah Gadon, minissérie possui seix episódios.

Em parceria com a CBC, a Netflix liberou os seis episódios de Alias Grace, minissérie baseada em livro escrito por Margaret Atwood (a mesma de The Handmaid’s Tale), que, por sua vez, se inspirou em um caso real.

A minissérie começa anos após a condenação de Grace Marks (Sarah Gadon) e James McDermontt (Kerr Logan) do assassinato do patrão Thomas Kinnear (Paul Gross) e Nancy Montgomery (Anna Paquin), governanta da casa e amante de Kinnear. Os episódios relatam conversas entre Grace e o Dr. Simon Jordan (Edward Holcroft), contratado para provar que a jovem irlandesa teve um surto de histeria e, por essa razão, comenteu os assassinatos.

Com elementos narrativos paracidos com a série ganhadora do Emmy de Melhor Drama, Alias Grace intriga por trazer algo real e, que provoca o espectador a ter atenção aos detalhes contados por Grace na sala de costura.

Mesclando ficção e fatos, o personagem de Holcroft serve como ponte para que Grace possa contar sua história e ter uma ligação amorosa com a protagonista. Assim como Jeremiah Pontelli (Zachary Levi), um vendedor que logo torna-se hipnotizador e que, aparentemente, possui afeições por Grace.

Algo buscado, constantemente, é questionar algo semelhante o que assistimods em O.J. vs The People: American Crime Story: a relação da culpa e da inocência, e como o modo que contamos a história, muda o contexto. O diferencial, neste caso escrito por Atwood, é a criação de uma segunda personalidade na mente de Grace, o transtorno de múltiplas personalidades, que, provavelmente, surgiu após o falecimento da amiga enquanto dormia, após a execução de um aborto clandestino.

Extremamente relevante, a série mostra os costumes da época e como mulheres eram vistas. Em uma fala específica, Grace diz que, mesmo que um homem arrombe sua porta ou que ela seja aberta educamente, a mulher sairá como culpada por ter um homem em seus aposentos. Em 2017, ainda vemos mulheres serem questionadas e com culpa atribuída por casos de violência.

A minissérie termina em tons melodramáticos, mas consegue deixar o telespectador questionando o que assistiu e buscar mais sobre o caso real.

 

 

 

 

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