Resenhas | 3% – 4ª Temporada

Temporada final de “3%” estreou em 14 de agosto pela Netflix.

    Série foi a primeira produção original da Netflix no Brasil. (Foto: Reprodução)

    Primeira produção original brasileira da Netflix, 3% contou trajetórias de pessoas em busca de algo maior. Nas quatro temporadas, vimos os personagens se arriscando por incertezas por um único motivo: uma vida melhor.

    A quarta temporada de 3% se desdobra para finalizar a história de Michele, Marco, Joana, Natália, Elisa e Rafael. Nos sete episódios finais, os personagens reconstroem a narrativa, eliminando o Maralto e mostrando a realidade do Continente.

    Em momentos chave, onde alianças são formadas e quebradas em questões em minutos, 3% navega para preencher lacunas e até contrapor situações da própria mitologia. Seja em relação ao Processo ou até as relações do Continente, a produção caminhou para expandir o que o Casal Fundador (Fernanda Vasconcellos e Silvio Guindane) prometeu.

    Cada um dos “heróis” realiza sacrifícios para atingirem objetivos que se escondem para si. Desde explorar as próprias necessidades, até se entender com sua existência, sua história, as personagens finalizam seus arcos para terem paz – ou o que é possível dessa sensação.

    Michele (Bianca Comparato) e André (Bruno Fagundes) fazem o confronto final. Enquanto Michele ainda se esforça para trazer o lado perdido do irmão, André se mostra o carrasco, o grande vilão, aquele cujo entorno apenas ajudou a florescer pensamentos camuflados.

    Assistimos à ascensão e decadência de Marcela (Laila Garín); a força de Joana (Vaneza Oliveira) em trazer diálogos como arma, e não a guerra; Rafael (Rodolfo Valente) se redescobrindo; Elisa (Thais Lago) e Natália (Amanda Magalhães) ganhando o espaço para revelarem suas histórias; Marco (Rafael Lozano) buscando além de ser um Álvares; e Glória (Cynthia Senek) sendo dúbia, mas finalmente encarrando a realidade que tanto quis fugir.

    3% se agarra em um final utópico. Em um espaço onde a voz de todos importa, ideais são votadas e todos pensam em algo maior, sem descriminação e isolamento. O último ato soa familiar, mostrando algo próximo à realidade que estamos vivendo em 2020.

    A temporada final de 3% estreou na sexta-feira, 14 de agosto pela Netflix.

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