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Resenhas | 3% – 1ª temporada

Algo bem mais interessante que um processo.

 lado humano dos personagens é bem mais explorado ao longo dos oito episódios.
lado humano dos personagens é bem mais explorado ao longo dos oito episódios.

A primeira série brasileira da Netflix tem seus méritos. Em oito episódios, 3% consegue mostrar as virtudes e os defeitos de seus personagens principais, além de estabelecer bem a dinâmica entre o Continente e o Maralto.

Com um grupo diversificado de personalidades, o seriado se mostrou eficaz ao demonstrar demônios de cada personagem. O terceiro episódio (intitulado de “Corredor”) mostrar bem esse lado paranoico dos protagonistas. Além disso, o quinto episódio (“Água”) fala de como o Processo se tornou sem fundamento.

Entre tantas etapas, os personagens – sendo da Causa ou não – acabam questionando em algum momento como Processo se é dado por mérito. Esta crítica, e outras, se aplica aos questionamentos de hoje, tais como a meritocracia e o que te leva a ser qualificado para passar em testes.

O lado humano dos personagens é bem mais explorado ao longo dos oito episódios. Seus passados brutais, cheios de medos e com sensos de necessidade. De tentativas de estupro, uma família conhecida por ser forte no Processo, e fraude de registro, os personagens conseguem ter camadas interessantes.

Um lado ruim é não saber mais sobre os Membros do Conselho. Zezé Motta e Sérgio Mambeti mereciam mais destaque, mas, caso ocorra uma segunda temporada, talvez vejamos o que acontece entre aquelas ligações para Ezequiel.

Em um todo, 3% consegue ser consistente, trazendo uma trilha sonora incrível e uma fotografia belíssima. Espero que haja mais tempo para apreciar o que a Netflix e que venha mais produções.

 

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