Em muitas reciclagens, séries podem trazer bons momentos ao telespectador americano.

Novidades vão de reboots até exploração de temas já bem mostrados pelas emissoras americanas.
Novidades vão de reboots até exploração de temas já bem mostrados pelas emissoras americanas.

Chegou o momento esperado: as séries da fall season da ABC, CBS, CW, Fox e NBC estrearam e, com elas, as primeiras impressões.

ABC

Single Parents (estreou 26/09)  – Estrelada por Taran Killam e Leighton Meester, a comédia é bem intencionada. Focada em um grupo de pais solteiros por diferentes razões, a série provoca um sentimento de amizade e aceitação. É um dos melhores projetos desse ano.

A Million Little Things (estreou 26/09) – A premissa simples que ninguém conhece ninguém 100% talvez seja muito explorada, mas funciona no drama da ABC. O grupo de amigos deverá ter muitos altos e baixos, mesmo sem todos saberem até que ponto eles são realmente próximos.

The Conners (estreou 16/10) –  Após a demissão de Roseanne Barr e o cancelamento da série, a ABC foi rápida e encomendou sua derivada. Com a personagem de Barr morta, agora o foco total é na família e, no momento, lidando com o luto. Deverá se estender e conquistar o público americano, e, principalmente, trazer novos temas para serem explorados.

The Kids Are Alright (estreou 16/10) – Explorando a década de 1970 e como era ser criado em uma família católica americana – e grande -, a comédia faz seu papel e entretêm, confirmando um bloco de séries ambientadas no passado da ABC.

The Rookie (estreou 16/10) – Genérica, a série talvez se sobressaia por mostrar uma nova realidade, um momento para continuar um sonho perdido. Nathan Fillion faz o melhor possível pelo personagem, mas ainda tudo parece igual aos tantos programas policiais já apresentados nos EUA.

 

CBS

Magnum P.I. (estreou 24/09) – Feito para o público da emissora, o reboot consegue trazer um toque de modernidade ao ser representado por um homem latino – e só. Cenas de ação boas, um cenário paradisíaco e protagonistas carismáticos.

FBI (estreou em 25/09) – Um clássico Dick Wolf, o novo procedural americano deverá focar em crimes maiores e que o público adora. Não há nada de revolucionário, segue a mesma fórmula e com protagonistas que não cativam sua atenção logo de estreia.

Murphy Brown (estreou 27/09) – O revival possui como norte trazer uma série sobre os lados do jornalismo, além de fazer críticas ao atual presidente estadunidense. Ali, é possível ver que a química entre os personagens ainda são forte e que adições de pessoas jovens vão trazer o interesse de novas pessoas na audiência.

God Friended Me (estreou 30/09) – Com produção de Greg Berlanti, a série deverá explorar a fé além da religião. Como coincidências atraem pessoas e como nada é por acaso. Trazer uma investigação sobre quem está por trás de uma conta em uma rede social será o grande mistério.

The Neighborhood (estreou 01/10) – A comédia não é algo excepcional. Mas conseguirá mostrar diversos temas com leveza, incluindo sobre racismo e choque cultural. Espero que as personagens de Beth Behrs e Tichina Arnold virem melhores amigas.

Happy Together (estreou 01/10) – Baseada na história de Harry Styles – que por um tempo viveu com um produtor do One Direction -, a comédia é familiar e vai questionar sobre os perigos da fama. Os atores são bem entrosados, mas a série ainda fica presa em algo pequeno.

CW

All American (estrou 10/10) – O drama de futebol americano tem tudo para agradar um público: os estadunidenses. Apesar de uma história agradável e que, se bem explorada, irá além de um espaço adolescente, All American é algo que eles estão acostumados.

Charmed (estreou 14/10) – Com a presença forte da atualidade, o “reboot” de Charmed funciona. A presença de elementos da série original traz uma sensação de “casa” as novidades. É óbvio que irá sobreviver em suas próprias pernas, sem a necessidade de apoiar em lugares comuns. Melhor ainda é trazer a pauta do feminismo bem mais aberta – lidando com os assuntos atuais —, com as três personagens principais sendo latinas e empoderadas.

Legacies (estreou 25/10) – A série derivada de “The Originals” (que é derivada de “The Vampire Diaries”) tem como missão explorar mais o mundo de Julie Plec, e ser uma novidades mesmo àqueles que não saibam direito sobre vampiros, lobisomens e outros seres fantásticos. É um drama adolescente que está desenhando-se em tradição.

FOX

Rel (estreou 09/09) – Nem mesmo um ator incrível é capaz de salvar o roteiro dessa comédia. Forçada e presa em uma única piada, a série perde a oportunidade de explorar os personagens de Lil Rel Howery.

The Cool Kids (estreou 28/09) – É incrível dar uma posição de destaque a um elenco mais velho, mas a série da Fox não consegue trazer o melhor deles. A premissa é um ótimo enredo, mas algo no roteiro não encaixou.

NBC

Manifest (estreou 24/09) – É muito óbvia a inspiração em Lost e tudo que o drama da ABC de J.J. Abrams trouxe à televisão. Ainda há muitos elementos a serem explorados e relacionamento a serem reparados, mas nada que seja difícil. O público americano se interesse, na maioria das vezes, por seriados assim e não será tão diferente.

New Amsterdam (estreou 25/09) – Baseado no livro Doze Pacientes: Vida e Morte no Hospital Bellevue, de Eric Manheimer, o drama médico vai explorar o sistema público de saúde dos EUA. Ryan Eggold lidera o elenco e, no episódio piloto, está ótimo. É uma das melhores atrações desta temporada.

I Feel Bad (estreou 04/10) – Produzida por Amy Poehler, o grande destaque fica na premissa de que, por mais repetitiva que seja, ainda é presente em muitas realidades: a mãe que ainda se sente mal por não dar 100% em tudo que faz. O elenco é diverso e há muitas histórias a serem exploradas, mas ainda há um excesso de piadas que não cabem em 2018.

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