Filme de Fernanda Pessoa mostra, de forma diferente, como a ditadura civil-militar aconteceu no Brasil.

Pornochanchadas fazem o recorte da sociedade.
Pornochanchadas fazem o recorte da sociedade.

Nós conhecemos a história da ditadura civil-militar no Brasil. O começo em 1º de abril de 1964 e sua longa jornada até o fim em 1985.

Neste meio tempo, surgiu filmes na indústria brasileira que foram chamados, de forma pejorativa, de pornochanchadas. E é com recortes desses longa-metragens (que duraram apenas uma década) que Fernanda Pessoa traz uma lição de história brasileira.

Utilizando 27 filmes (com produções de Silvio de Abreu, Antônio Calmon e Carlo Mossy, por exemplo), Histórias que nosso cinema (não) contava é um retrato interessante sobre diversos assuntos da época, que foram além do regime instaurando.

Presente em 13 cidades do Brasil (em São Paulo está no Cine Belas Artes e no Instituto Moreira Salles), o longa-metragem traz um retrato da sociedade da época e, também, uma leveza que é difícil de encontrar em filmes sobre o período.

Além de críticas sutis à censura, o longa-metragem mostra os problemas financeiros, o começo da lei do divórcio e da mulher ter mais controle sobre o próprio corpo. É quase um paralelo com acontecimentos de hoje.

História que nosso cinema (não) contava é aquela ida ao cinema que vale a pena para conferir, sob nova perspectiva, um momento tão cruel do país.

 

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