Críticas | Uma Segunda Chance

“Uma Segunda Chance” estreia em 19 de março nos cinemas brasileiros.

Críticas | Uma Segunda Chance
Foto: Reprodução

As adaptações de livros que passam meses na lista dos mais vendidos mundialmente neste século, estão cada vez mais comuns dentro dos cinemas. Alguns autores estão se tornando máquinas para os estúdios e produtoras para levar o público as salas – principalmente aqueles que escrevem romances ou dramas românticos.

Baseado no livro homônimo de Colleen Hoover (mesma autora de Se Não Fosse Você e É Assim que Acaba), Uma Segunda Chance (Reminders of Him, no título original) acoampnha Kenna (Maika Monroe) que, após cinco anos presa pelo acidente que vitimou o namorado Scotty (Rudy Pankow), retorna à cidade na esperança de conhecer a filha e reconstruir sua vida. No meio do caminho, encontra Ledger (Tyriq Withers), ex-jogador da NFL e melhor amigo de Scotty, que a ajuda nessa busca por segundas chances.

Dirigido por Vanessa Caswill, inspirada no roteiro de Lauren Levine e Hoover, o longa-metragem talvez seja o menos problemático envolvendo as obras da autora estadunidense. Um drama romântico estruturado, a narrativa intercala alguns flashbacks e o presente pra o público, sendo eficaz para controlar as emoções através da trilha sonora e cenários.

Conhecida pelos trabalhos do gênero de terror, Monroe se estebelece como uma protagonista em crescimento. A personagem é a que Hoover parece menos odiar entre suas personagens principais, com uma situação bem menos abusiva que em adaptações anteriores. O público consegue ser empático com Kenna através das cartas e sua escrita terapêutica.

A construção de Ledger é mais complicada para Withers. Como o “mocinho”, alguém que a gente espere que fique com a protagonista feminina, o público precisa comprar que além de ser uma figura masculina para Diem (Zoe Kosovic) e seus comportamentos são complicados no início – mas, obviamente, ele se redime e se torna alguém que podemos torcer.

O filme desperdiça Lauren Graham e Brad Whitford. Como pais de Scotty, os personagens agem de maneira, por vezes, cruel com Kenna – principalmente quando decidem que ela não pode nem visitar a filha. Essas atitudes fazem parte da narrativa, mas somente nos momentos finais dos 114 minutos temos alguma luz sobre os porquês – e, às vezes, são apenas incovinientes e tratam Ledger como substituto do filho falecido.

Assim, Uma Segunda Chance é uma produção bem menos problemática envolvendo projetos anteriores inspirados em obras da autora. Monroe e Withers são capazes de conquistar o público como protagonistas e torcerem pelo romance que se constrói entre ex-namorada e melhor amigo de Scotty. O filme é um drama romântico simples, com um roteiro básico, que pode arracar algumas lágrimas ou, pelo menos, emocionar.

Uma Segunda Chance estreia em 19 de março nos cinemas brasileiros.

Nota: