Críticas | Super Mario Galaxy: O Filme

“Super Mario Galaxy: O Filme” estreia em 1º de abril nos cinemas brasileiros.

Críticas | Super Mario Galaxy: O Filme
Foto: Reprodução

Trabalhar com a nostalgia é sempre se inserir em zonas de conforto. Por vezes, se torna algo cômodo exacerbadamente, sem procurar riscos ou sempre se curvar a demandas de um público parado no tempo. Outras vezes, mesmo que essa comodidade exista, se permite explorar algo expandido e se mostrar acessível para mais de uma audiência.

Isso é o que aconteceu com Super Mario Bros.: O Filme, em 2023. Um dos poucos filmes a atingir a marca de um bilhão de dólares na bilheteria mundial daquele ano, o longa-metragem soube misturar a nostalgia, carregando easter eggs, mas que fosse de fácil entendimento para aqueles que, talvez, não conhecesse os irmãos encanadores.

Agora, sua sequência chega para ser uma nova janela para o universo expandido da Nintendo.

Em Super Mario Galaxy: O Filme, Mario, Luigi, Peach e Toad precisam resgatar Rosalina, a Princesa dos Cosmos, que foi sequestrada por Bowser Jr.. O título faz referência ao jogo lançado para o console Wii em 2007 – e que ganhou sequência em 2010 para a mesma plataforma.

A narrativa não quer ser complexa, indo direto no que se propõe na tela – em uma mistura de elementos que remetem aos jogos. O longa-metragem continua a trazer sequências que envolvem o videogame clássico de fases, e a nostalgia de alguns deles com os blocos. Em um ritmo frenético, a história quer se manter fiel ao conteúdo da Nintendo e explorar ao máximo os títulos de franquias e adjacentes.

Mário e Luigi não estão mais em busca do “pertencimento”. Os irmãos encanadores já se tornaram sinônimo daqueles que resolvem problemas. Agora, chegou a vez da Peach em buscar mais sobre quem é – e como chegou ao Reino dos Cogumelos.

Yoshi rouba a cena desde o início por ser o melhor companheiro para Mário e Luigi – e certas sequências com Toad são acertadas por como o pequeno residente do Reino Cogumelo se comporta. As “estrelinhas” são outro destaque, com personalidades distintas e quase um fã-clube das personagens.

Bowser caminha entre o alívio mais cômico e seu antagonismo mais potente. Ao lado do seu filho, o Bowser Jr., ganha um arco paternalista e legado (e talvez só falte a inserção de outros mini-vilões koopas, previamente conhecidos como filhos do dragão, que fizeram parte do enredo do jogo de 1993)

A trilha sonora é destaque por utilizar os sons clássicos dos jogos e exaltá-las. Essa sensação aumenta esse envolvimento com a nostalgia (talvez menor que o filme de 2023), e concentra uma ótima dose do que esperamos durante os 98 minutos.

Assim, Super Mario Galaxy: O Filme talvez pegue menos na nostalgia que o longa-metragem de 2023, mas que continua a exaltar o universo da Nintendo. Colorido, frenético e cheio de referências para os fãs (principalmente de jogos recentes), se mantém forte e encantador para público – mesmo que alguns acreditem que seja demasiado. O enredo se permite ser simples, sem grandes situações mirabolantes, mas que ainda consegue abraçar o público (principalmente o infantil) e ser divertido na tela.

Super Mario Galaxy: O Filme estreia em 1º de abril nos cinemas brasileiros.

Nota: