Críticas | Justiça Artificial

“Justiça Artificial” estreia em 22 de janeiro nos cinemas brasileiros.

Críticas | Justiça Artificial
Chris Pratt é o protagonista do filme. (Foto: Reprodução)

As consequências de inteligência artificial – e a dependência humana em algumas questões – já chegou a ser retratada diversas vezes em livros, séries e filmes. A revolução das máquinas, e o potencial de levar a humanidade a um colapso, se torna recorrente neste momento conturbado do mundo – e não está tão longe do que podemos ver num futuro.

Justiça Artificial (Mercy, no título em inglês) busca mesclar essa parte de ficção científica e a urgência da corrida contra o tempo de produções de ação. Nem sempre bem-sucedido, o longa-metragem mergulha na definição de fatos, com segredos rondado o protagonista (seja seus próprios ou de familiares).

Ambientado em 2029, quando os índices de criminalidade estão em alta, é criado um tribunal liderado por juízes criados por inteligência artificial para julgar casos importantes em Los Angeles. Um detetive de homicídios, vivido por Chris Pratt, precisa provar sua inocência referente ao assassinato da própria esposa em apenas 90 minutos – antes que seu destino seja selado.

Gravado para as telas de Imax, o filme contempla o uso de mídias sociais e outras avanços tecnológicos para determinar a narrativa. A direção simplificada de Timur Berkmanbetov (diretor de Buscando…, de 2018) é pautado diretamente nesses artifícios enquanto mergulha no enredo que segue algo em “tempo real”, sem margens para erros na investigação.

Rebecca Ferguson interpreta a juíza Maddox. Ao longo dos 100 minutos, somos lembrados da sua natureza, de como “analisa” fatos e probabilidade de condenação. É inegável que a atriz atrai atenção em qualquer momento que está na tela, e a unidimensionalidade da personagem é a constância do longa-metragem. Entretanto, o restante do elenco (incluindo Pratt) não são exatamente agradáveis, alguém que o público se conecte completamente – apenas pinceladas de algo interessante e que logo são esquecidos.

O enredo da investigação, como qualquer projeto audiovisual de tribunal, é algo que dá fôlego em algo frenético em tela (capaz de dar dores de cabeça). Afinal, o interessante é mergulhar junto na investigação e perceber quem é o verdadeiro culpado. Porém, como mencionado acima, quando a inteligência artificial é mais agradável que o protagonista e outros personagens humanos, se questiona como foram projetados no papel.

Assim, Justiça Artificial é uma produção que se apoia no ritmo frenético das redes em uma investigação complexa. Ferguson é a personagem mais agradável nos 100 minutos – mesmo sendo um IA, o que complica a situação das outras participações. A mensagem final dúbia sobre erros também não agrada, quando estamos mergulhados em deep fakes e distorções da realidade devido a esta tecnologia.

Justiça Artificial estreia em 22 de janeiro nos cinemas brasileiros.

Nota:

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